Ao iniciarmos mais um ciclo de dez anos, ao entrar na segunda década do século XXI, Portugal vive um das mais graves crises da sua história!
É assim em 2010, foi assim em 1974, foi assim em 1985, por razões diferentes.
De qualquer modo a crise actual que se chama economia e estado social, juntamente com outros ingredientes, resultou da revolução de 1974.
Bem intencionada, é certo, como todas as revoluções, pretendeu-se romper com um sistema político, social, económico e cultural, considerado gasto e ultrapassado, incapaz de resolver os grandes problemas nacionais com que Portugal se defrontava nessa altura.
E os grandes problemas nacionais eram, não tanto a economia e o estado social, mas a guerra colonial sem fim à vista e o sistema político autoritário de partido único.
Em 1974 Salazar já nem existia , os seus continuadores tentaram liberalizar o regime, mas não conseguiram, perante a pressão dos grandes interesses económicos dessa altura.
Uma revolução tinha de romper radicalmente com o sistema vigente e, como todas as revoluções o pretendem, substitui-lo por outro considerado melhor.
O sistema político, económico, social e cultural saído da revolução de 1974, resolveu, numa penada, o grave problema com que Portugal se defrontava nessa altura, a guerra colonial. Mandou parar a guerra e de imediato entregou as antigas colónias, de «mão beijada» aos seus donos: os africanos autóctones daqueles territórios.
A tragédia que se seguiu nessas paragens, durante longos anos, de luta pelo poder, demonstrou em drama e sofrimento para essas populações, a incredulidade e a utopia dos senhores do poder que emergiu da revolução de 1974.
Mas, o sistema instituído em 1974, porque pretendia romper radicalmente com o anterior, apressou-se a colocar-se no extremo oposto, julgando ser esta a melhor solução para o Povo Português.
Se o anterior era bem à direita o novo pretendeu colocar-se bem à esquerda, tendo embora como pano de fundo um sistema democrático multipardidário que, só anos mais tarde foi consentido.
O poder inicial saído da revolução pretendia pura e simplesmente instaurar uma ditadura comunista em Portugal, tendo até iniciado o processo, com a destruição do que restava da economia «capitalista» portuguesa.
O sistema económico, politico, social e cultural acabou por estabilizar, por via de eleições democráticas, numa posição mais central, mas condicionado fortemente pelas centenas de regras socializantes e marxizantes, emergentes da constituição de 1976, cujos redactores, alguns deles militavam no Partido Comunista.
As revisões constitucionais que se seguiram pouco alteraram. A essência socializante/marxizante manteve-se. Os mecanismos criados de bloqueio de revisão de certas regras impediram e impedem que esses aspectos possam ser revistos e evoluam para formas de vivência social menos marxizantes.
O resultado deste processo foi e é, a obrigatoriedade de qualquer governo saído de eleições, seja de esquerda ou de direita, ter de governar segundo o modelo e os parâmetros impostos pela constituição saída da revolução de 1974, ou seja sempre à esquerda.
O MFA, o grande mentor da revolução, ainda presente, agradece, pois o seu sonho e o seu ideal foram realizados.
Agora a grande questão!
Portugal ganhou com isto? Portugal está melhor? Há menos pobreza? A economia e o sistema social funcionam? São as grandes interrogações!
Penso que não! De forma nenhuma!
Portugal não conseguiu libertar-se das teias marxistas saídas da revolução de 1974. Portugal não conseguiu evoluir no sentido de robustecer a sua economia, criar riqueza e com ela proporcionar a manutenção de um bom sistema social, de baixas taxas de desemprego, de um Estado regulador mas de dimensão reduzida à nossa condição.
Paralelamente a este encarceramento em que Portugal se encontra, encerrado numa caixa de pandora, uma multiplicidade de nefastos elementos oportunistas emergiram, ruindo e roendo os alicerces da carcaça que ainda resta, quais abutres esfaimados num festim, devorando os despojos.
O sistema económico português, para além de confuso, porque mistura marxismo com capitalismo, nem é uma coisa nem é outra. É uma espécie de marxismo disfarçado de capitalismo, a que poderíamos chamar de marxicapitalismo.
Por isso, tendo em conta o seu confuso modelo conceptual, tem necessariamente de funcionar mal, defraudando e frustrando os agentes económicos.
Mas, não é apenas o modelo conceptual do nosso sistema económico que faz com ele funcione mal. Há outros factores nefastos que também o condicionam.
Desde logo o próprio Estado que, tendo engordado tanto nas últimas duas décadas, transformou-se num gigante que absorve e consome, só por si, mais de metade do que o pais inteiro produz.
Ao consumir tantos recursos que são retirados da economia real, das empresas, dos cidadãos e do endividamento externo, sob a forma de impostos, contribuições, taxas e outras receitas fiscais e do crédito externo obtido, o Estado colocou um garrote na garganta dos empresários, isto é, está a estrangular a economia e a impedir o seu desenvolvimento e consequentemente a criação da riqueza necessária para a sustentabilidade de um sistema social credível.
Outros factores condicionantes poderia enumerar: as leis fiscais, as leis laborais, o sistema judicial, o sistema educativo, a ausência de política demográfica que fomente a natalidade e com ela a substituição equilibrada das gerações, tendo em conta o envelhecimento da população, o excessivo poder corporativo e sindical, fortemente limitativo da acção de qualquer governo, o poder político carreirista e incompetente, o voto subjectivo ditado pelo interesse individual e clubista, esquecendo o colectivo e a avaliação do desempenho dos governos, o voto da desilusão e abstencionista que caminha para metade do eleitorado, etc, etc,
Todos estes ingredientes estão a colocar Portugal nos últimos lugares do «ranking» europeu e, com o alastrar da pobreza que já atinge a classe média , qualquer coisa como ¼ da população do país, a caminhar para uma espécie de Venezuela da Europa.
Com mais de 20 anos de atraso, só agora os governos começam a dar-se conta do estado calamitoso a que chegámos e não sabem o que fazer!
Reagem remendando o casaco esfarrapado já vestido pelo povo português.
Mas se bem remendam aqui, logo surge outro buraco ali...nada se resolve em definitivo! E a inspiração falta, porque acima de tudo está a carreira, o poder, a manjedoura orçamental.
Como foi isto possível?
A maioria da população, alheada, narcotizada, não entende nem quer entender, pelo menos até que o «subsídio» e a «subvenção» vão caindo na sua conta bancária. Quando deixar que cair aí é que vai ser pior! E, ao ritmo a que vão as coisas, um dia quando menos se espera, vai mesmo deixar de cair.
São quase 6 milhões de pessoas a depender do Estado, numa população de 10 milhões.
As principais causas explícitas ou implícitas estão descritas atrás.
Como dar a volta a isto?
As soluções são conhecidas mas, não só não as podemos implementar, porque estamos encarcerados e limitados pelas quase trezentas regras constitucionais e tudo o que se possa fazer para dar corpo à solução, terá grande probabilidade de ser declarado inconstitucional , como ainda o atraso de 20 anos na implementação da solução, não creio que vá permitir a recuperação do atraso crónico, sistémico e endémico em que estamos mergulhados.
Mas, mais vale tarde do que nunca!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
VOU CASAR-ME COM UMA MACACA
Sim, é verdade tenho esse direito, consagrado na Constituição, Artº 36º.
Vou aproveitar, porque é uma oportunidade única em toda a minha vida de, finalmente, me poder juntar legalmente com a minha símea querida e amada de tantos anos!
Em pé de igualdade com os casais humanos e com os mesmos direitos. Não podemos ser descriminados. O casamento passou a ser um direito baseado no «afecto».
Por isso, vamos ao registo civil e pronto, estamos casados, tornando realidade o grande sonho da nossa vida.
Estão admirados? Não entendo!
Um «casal» já não é o que era, ou seja duas criaturas de sexo diferente e portanto o «casamento», termo que vem de casal, já não é mais a união civil ou religiosa, de duas pessoas de sexo diferente, pode ser qualquer coisa desde que sejam duas(ou mais, por extensão) criaturas. Seres inanimados isso não, não constituem casais.
E mais, se quisermos, eu a minha símea orangotanga, podemos adoptar macaquinhos abandonados ou criancinhas (filhos de humanos) também abandonadas e deste modo sermos ainda mais felizes.
É também um direito constitucional que temos!
É uma questão ainda a analisar se não poderemos no futuro, aumentar a nossa família, utilizando o mecanismo da extensão do conceito (família em sentido lato), casando com mais um membro e assim passar a ser um casal a três. Os casais a três e os casais a dois são tudo a mesma coisa, são tudo casais.
Os meus leitores habituais dirão que estou louco, precisando de tratamento psiquiátrico urgente.. Mas enganem-se, é esta a realidade, se interpretarmos à letra o texto constitucional, tal como se encontra redigido.
O texto constitucional foi alterado em 2005, especialmente para satisfazer as exigências caprichosas da camada social ultra minoritária homossexual, de se poderem casar e adoptar crianças, um vez que, sendo duas pessoas do mesmo sexo, não se podem reproduzir e contribuir para a continuação da espécie humana.
Passaram a constituir , por extensão do conceito, também uma «família».
Vem isto a propósito da aprovação, na Assembleia da República» da lei dos «casamentos» entre homossexuais e da adopção.
Esta lei iníqua, anti-natural, anti-institucional e até anti-civilizacional foi finalmente aprovada. O pesadelo finalmente acabou.
Os «miúdos» da juventude socialista estão de parabéns! Foi uma grande vitória para eles, têm razões para festejar!
A enorme pressão que exerceram fez vergar o Governo, uma maioria parlamentar, 96.000 assinaturas pró-referendo, Portugal inteiro!
Mais uma vez, o poder invisível, mas muito forte, desta ultra minoritária camada social. venceu tudo e todos.
Portugal passou a ser o 8º país em todo o mundo a institucionalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, passando, por isso a ser um país ultramoderno, sempre nos «top» em tudo o que é negativo e sempre nos últimos lugares em tudo aquilo é positivo, dando mais um passo para o abismo|
Donde vem tanto poder? É esta a grande interrogação!
A nossa imaginação que descubra. E não é difícil!
Vou aproveitar, porque é uma oportunidade única em toda a minha vida de, finalmente, me poder juntar legalmente com a minha símea querida e amada de tantos anos!
Em pé de igualdade com os casais humanos e com os mesmos direitos. Não podemos ser descriminados. O casamento passou a ser um direito baseado no «afecto».
Por isso, vamos ao registo civil e pronto, estamos casados, tornando realidade o grande sonho da nossa vida.
Estão admirados? Não entendo!
Um «casal» já não é o que era, ou seja duas criaturas de sexo diferente e portanto o «casamento», termo que vem de casal, já não é mais a união civil ou religiosa, de duas pessoas de sexo diferente, pode ser qualquer coisa desde que sejam duas(ou mais, por extensão) criaturas. Seres inanimados isso não, não constituem casais.
E mais, se quisermos, eu a minha símea orangotanga, podemos adoptar macaquinhos abandonados ou criancinhas (filhos de humanos) também abandonadas e deste modo sermos ainda mais felizes.
É também um direito constitucional que temos!
É uma questão ainda a analisar se não poderemos no futuro, aumentar a nossa família, utilizando o mecanismo da extensão do conceito (família em sentido lato), casando com mais um membro e assim passar a ser um casal a três. Os casais a três e os casais a dois são tudo a mesma coisa, são tudo casais.
Os meus leitores habituais dirão que estou louco, precisando de tratamento psiquiátrico urgente.. Mas enganem-se, é esta a realidade, se interpretarmos à letra o texto constitucional, tal como se encontra redigido.
O texto constitucional foi alterado em 2005, especialmente para satisfazer as exigências caprichosas da camada social ultra minoritária homossexual, de se poderem casar e adoptar crianças, um vez que, sendo duas pessoas do mesmo sexo, não se podem reproduzir e contribuir para a continuação da espécie humana.
Passaram a constituir , por extensão do conceito, também uma «família».
Vem isto a propósito da aprovação, na Assembleia da República» da lei dos «casamentos» entre homossexuais e da adopção.
Esta lei iníqua, anti-natural, anti-institucional e até anti-civilizacional foi finalmente aprovada. O pesadelo finalmente acabou.
Os «miúdos» da juventude socialista estão de parabéns! Foi uma grande vitória para eles, têm razões para festejar!
A enorme pressão que exerceram fez vergar o Governo, uma maioria parlamentar, 96.000 assinaturas pró-referendo, Portugal inteiro!
Mais uma vez, o poder invisível, mas muito forte, desta ultra minoritária camada social. venceu tudo e todos.
Portugal passou a ser o 8º país em todo o mundo a institucionalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, passando, por isso a ser um país ultramoderno, sempre nos «top» em tudo o que é negativo e sempre nos últimos lugares em tudo aquilo é positivo, dando mais um passo para o abismo|
Donde vem tanto poder? É esta a grande interrogação!
A nossa imaginação que descubra. E não é difícil!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
PORTUGAL PRISIONEIRO
Curiosamente, em meados do ano findo de 2009, foi publicado um livro da autoria do Prof. Medina Carreira e do Dr. Eduardo Dâmaso, Director do Correio da Manhã, com o título «Portugal que Futuro?», muito semelhante ao que em 1973 foi escrito pelo então General António de Spínola e que lhe deu o título de «Portugal e o Futuro».
Curiosa coincidência esta, passados 37 anos!
Em 1973 Portugal vivia uma das crises mais graves da sua história.
Em 2010, Portugal vive uma das mais graves crises da sua história!
Se recuarmos no tempo, também em 1820, em 1910 e em 1926, Portugal vivia uma das mais graves crises da sua história.
Aliás, toda a história de Portugal é uma história de crises, desde D. Afonso Henriques, o fundador da nossa nacionalidade.
Parece que em Portugal as crises são cíclicas, persistentes e fatalistas. Vivemos permanentemente em crise!
A grande esperança com a revolução socialista de 1974, a revolução dos cravos, o cravo, a flor da liberdade e da esperança, da Vila Morena, da igualdade e da fraternidade, está-se a transformar, não na mais grave crise da história de Portugal, mas no maior pesadelo da história recente ou remota de Portugal.
Spinola tinha razão no contexto de 1973.
Medina tem razão no contexto de 2010.
Razões diferentes por certo; no primeiro caso a guerra colonial e no segundo a economia e a incompetência dos políticos.
Só que em 1973, havia várias saídas para crise, entre elas a que acabou por prevalecer: uma revolução e a consequente destituição, pela força, do poder instituído.
Em 2010, não se vislumbra saída! Ou se houver só um milagre, ou o «Big-Bang».
Portugal encontra-se prisioneiro do sistema que criou e que, não só não o soube gerir, como tem muita dificuldade em lidar com ele.
Portugal está refém de si próprio, encarcerado dentro das quatro paredes, sem porta de saída, que construiu.
A teoria, o idealismo, a utopia fundamentalista, nada têm a ver com a realidade.
De facto, em trinta e seis anos de revolução socialista e democrática representativa, expressão muitas vezes de um voto não representativo e subjectivo e em que quase metade da população se demite sistematicamente de votar, Portugal tem vivido em crise permanente.
Ninguém se consegue entender com ninguém.
O poder executivo não se entende com o corporativo, o legislativo não se entende com o excecutivo e o corporativo, o judicial embora se entenda bem com o executivo e os nobres da democracia, não se entende com o povo. O executivo não se entende com presidencial. O empregado não se entende com o empregador.
O Clero é perseguido e o seu papel desvalorizado.
É esta a democracia que temos...
O país afunda-se ou caminha para o abismo, como lhe queiramos chamar, mergulhado nas contradições da utopia, do idealismo, do fundamentalismo e sob a influência das mãos invisíveis dos donos da revolução, cujos dedos indicadores apontam o caminho: o abismo.
Abismal é ainda o comportamento deste povo que, condenado ao mesmo fado fatalista de sempre, lamenta-se em surdina, porque é perigoso falar alto, mas nada faz para se indignar, para exigir que o respeitem.
Medina tem razão e o tempo, para mal de todos nós, vai dar-lhe razão!
Curiosa coincidência esta, passados 37 anos!
Em 1973 Portugal vivia uma das crises mais graves da sua história.
Em 2010, Portugal vive uma das mais graves crises da sua história!
Se recuarmos no tempo, também em 1820, em 1910 e em 1926, Portugal vivia uma das mais graves crises da sua história.
Aliás, toda a história de Portugal é uma história de crises, desde D. Afonso Henriques, o fundador da nossa nacionalidade.
Parece que em Portugal as crises são cíclicas, persistentes e fatalistas. Vivemos permanentemente em crise!
A grande esperança com a revolução socialista de 1974, a revolução dos cravos, o cravo, a flor da liberdade e da esperança, da Vila Morena, da igualdade e da fraternidade, está-se a transformar, não na mais grave crise da história de Portugal, mas no maior pesadelo da história recente ou remota de Portugal.
Spinola tinha razão no contexto de 1973.
Medina tem razão no contexto de 2010.
Razões diferentes por certo; no primeiro caso a guerra colonial e no segundo a economia e a incompetência dos políticos.
Só que em 1973, havia várias saídas para crise, entre elas a que acabou por prevalecer: uma revolução e a consequente destituição, pela força, do poder instituído.
Em 2010, não se vislumbra saída! Ou se houver só um milagre, ou o «Big-Bang».
Portugal encontra-se prisioneiro do sistema que criou e que, não só não o soube gerir, como tem muita dificuldade em lidar com ele.
Portugal está refém de si próprio, encarcerado dentro das quatro paredes, sem porta de saída, que construiu.
A teoria, o idealismo, a utopia fundamentalista, nada têm a ver com a realidade.
De facto, em trinta e seis anos de revolução socialista e democrática representativa, expressão muitas vezes de um voto não representativo e subjectivo e em que quase metade da população se demite sistematicamente de votar, Portugal tem vivido em crise permanente.
Ninguém se consegue entender com ninguém.
O poder executivo não se entende com o corporativo, o legislativo não se entende com o excecutivo e o corporativo, o judicial embora se entenda bem com o executivo e os nobres da democracia, não se entende com o povo. O executivo não se entende com presidencial. O empregado não se entende com o empregador.
O Clero é perseguido e o seu papel desvalorizado.
É esta a democracia que temos...
O país afunda-se ou caminha para o abismo, como lhe queiramos chamar, mergulhado nas contradições da utopia, do idealismo, do fundamentalismo e sob a influência das mãos invisíveis dos donos da revolução, cujos dedos indicadores apontam o caminho: o abismo.
Abismal é ainda o comportamento deste povo que, condenado ao mesmo fado fatalista de sempre, lamenta-se em surdina, porque é perigoso falar alto, mas nada faz para se indignar, para exigir que o respeitem.
Medina tem razão e o tempo, para mal de todos nós, vai dar-lhe razão!
domingo, 27 de dezembro de 2009
DO «DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA» AO «INDIVIDUALISMO»
Eu sou do tempo em que os valores sociais e humanos se baseavam nesta trilogia, fomentada pelo governo de Portugal dos anos 40, 50, 60, do século passado, para além de outros valores que nos foram transmitidos pelos nossos pais.
Fomentava-se o culto de Deus, através da religião católica, a religião oficial do Estado. Havia uma estreita relação entre o poder político e o poder religioso.
Depois da missa aos Domingos, ensinava-se às crianças na catequese, os fundamentos da religião cristã e da moral. Nos liceus ensinava-se a religião e a moral; eram disciplinas obrigatórias.
O culto da Pátria constituía a segunda componente da trilogia dos valores. A Pátria, a mãe-Pátria, a terra que nos viu nascer, constituía algo de sagrado que tinha de ser defendido «até à ultima gota de sangue».
Foi assim que me ensinaram na então «Mocidade Portuguesa», a mim e a muitos jovens da época que faziam jus e tinham orgulho e até vaidade, em fazer parte desta organização.
Foi assim que me ensinaram na Academia Militar, que frequentei nos anos 60, dando concretização a um sonho de infância de querer ser militar. E fui e estive na guerra colonial, a experimentar o cheiro da pólvora, como muitos jovens deste país.
A servir o culto da Pátria!
Regressei mais salvo do que são, mas muitos nem sequer regressaram.
A terceira componente da trilogia dos valores daqueles anos já longínquos do século XX era a Família.
Era uma valor sagrado tal como o da Pátria!
Neste tempo fomentava-se a família, protegia-se a família, um pai, uma mãe e os filhos; nem pensar em famílias com dois pais ou duas mães; isso era um sacrilégio.
Aliás nessa época nem sequer se conhecia o termo «gay», ou «lésbica» e muito menos «lgbt».
Era muito comum a referência a eles, como os «homens que faziam panelas», para usar uma expressão moderada e as mulheres com essas tendências, eram conhecidas como as «fufas».
Bissexual ou transsexual eram termos completamente desconhecidos e muito menos a expressão real dessas variantes da espécie humana.
Para além da trilogia oficial dos valores fundamentais, muitos outros valores nos foram transmitidos directamente pela família, pelos nossos pais.
Os valores da honra, da honestidade, do trabalho, da fé cristã, da moral, da ética, da generosidade, da fidelidade, da virgindade e muitos outros.
Ao assistir há dias à passagem de uma reportagem no canal TVI 24, sobre «A MULHER DO SÉCULO XXI», voltei a confirmar aquilo que é uma realidade dos nossos dias.
Em pouco mais de 50 anos o mundo deu uma volta de 180º, ou seja, passámos de um extremo para o outro oposto. É como se a Terra tivesse mudado a sua posição em relação ao Sol e o equador passasse para os pólos e os pólos para o equador.
Por outras palavras, passámos do «oito» para o «oitenta»...!
Como foi isto possível em tão pouco tempo, que causas ou fundamentos explicam este fenómeno tão rápido, quando a História nos diz que, os costumes e os valores levam por vezes séculos a serem mudados?
Há quem argumente que tudo começou com a revolução francesa do século XVIII: liberdade, igualdade, fraternidade. E também com as revoluções que se lhes seguiram.
Concordo em parte, pelo menos no plano dos princípios.
Mas, como se explica a rapidez da mudança especialmente nos últimos 50 anos? Que factores teriam contribuído para uma mudança tão radical nos valores, em tão pouco tempo?
A resposta, no meu ponto de vista, encontra-se nas consequências da 2ª guerra mundial e nos fundamentos em que se alicerçaram os regimes políticos económicos e sociais saídos do pós-guerra.
Os regimes anteriores, incluindo os da época monárquica, alicerçados em ditaduras, impunham os valores, controlavam as sociedades de acordo com os seus objectivos políticos.
Com a queda das ditaduras umas mais cedo, outras mais tarde e o advento das novas democracias representativas, levou-se ao fundamentalismo as já velhas três palavras mágicas saídas da revolução francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.
Fundamentalismo liberal, fundamentalismo igualitário e não tanto fundamentalista a fraternidade, antes o tivesse sido.
Um conjunto de factores, resultantes das novas tecnologias de comunicação e informação, a nível mundial, nos últimos 15/20 anos, de que se destacam a televisão e a Internet, acelerou o processo.
O acesso à informação passou a ser quase instantâneo, a velocidade com se passou a veicular e a tratar dados, assim como novas ideias, modas, costumes, imagens, vídeos, filmes, em permanente permuta a nível mundial e sem controlo e interferência dos governos, porque anti-constitucional, anti-democrático e anti direitos humanos, passou a ser absolutamente avassaladora, impensável há trinta ou quarenta anos.
A enorme rapidez com que tudo se alterou nas últimas duas décadas, encontra assim, explicação, na retoma fundamentalista das palavras de ordem da revolução francesa e num conjunto de factores resultantes da revolução das comunicações e do processamento da informação a nível mundial.
O indivíduo, o actor social, passou a dispor de uma liberdade quase absoluta na ordem individual e social, apenas limitada na ordem jurídica.
Os tradicionais valores sociais e individuais progressivamente foram caindo, a tradicional família educadora e formadora de valores, demite-se desse papel e os descendentes passaram a ser formados e educados pelo bando de rua, pela Internet, pela televisão, pelo «Magalhães» e por uma escola igualmente demissionária, não dos professores que lutam contra a maré, mas que reflecte as politicas fundamentalistas dos partidos do poder e as corporativistas ditadas pelas respectivas federações profissionais.
Os regimes políticos saídos das democracias representativas, expressão de um voto muitas vezes não representativo e subjectivo, demitem-se do seu papel formador e educador e o indivíduo desde que nasce, fica entregue a si próprio, à mercê de si próprio e à influência dos factores externos do seu micro ambiente, que vai determinar a sua formação e o seu comportamento futuro.
O resultado final deste processo é um indivíduo egocêntrico, individualista, calculista, que tenta viver e sobreviver na selva amorfa desta sociedade vazia, onde cada um segue, sem qualquer orientação, os seus critérios de vida.
Critérios de vida individualista, sem valores colectivos nem sanções sociais. Tudo é permitido ao nível do comportamento individual, desde que não colida com a ordem jurídica estabelecida.
Critérios de vida que cada um segue como quer e entende, pensando apenas em si próprio, sem pensar colectivo, critérios de vida muitas vezes incompatíveis com os do vizindo, do amigo, do colega, do namorado ou namorada, do marido ou esposa, tornando cada vez mais difíceis as relações entre as pessoas.
Por isso não me supreende, a mulher solteira que opta por viver só toda a vida, que sai à noite para «engatar homens» que se serve dos homens apenas para seu bel-prazer, durante um certo período de tempo, que frequenta o ginásio e a sexshop, mas que sai e regressa a casa sozinha, como se viu na reportagem da «mulher do século XXI».
Este comportamento antes tipicamente masculino, do macho que procurava a fêmea pela ordem natural, inverteu-se. Agora parece ser a fêmea que procura o macho. Parece, portanto, que o machismo está a dar lugar ao feminismo, o sexo forte passou a ser fraco e o fraco passou a ser forte.
Não ficarei surpreendido se, dentro de algum tempo, os homens do século XXI passarem a usar saia, na sua indumentaria habitual...
Embora a amostra da reportagem não seja representativa da generalidade das mulheres é, do meu ponto de vista, um sinal preocupante dos tempos do «oitenta», dos extremos. E os extremos tocam-se naquilo que têm de comum, ou seja na sua caraterística extremista de uma «lei cósmica» achatada e enviesada, loucamente deslocada da sua mediana.
Mas o fundamentalismo igualitário aí está também em força.
Somos todos iguais, em tudo, e portanto também na baixa inteligência, no défice de conhecimentos, na falta de formação e de educação.
Propõe-se o negativismo igualitário como formatação básica do individuo, ou seja nivela-se tudo por baixo.
O «Alter» de referência que se propõe seguir como exemplo não é o melhor, mas o medíocre, não é o inteligente mas o menos dotado, não é o trabalhador e aplicado, mas o insolente e desorganizado. Na escola, no emprego, em quase tudo.
Será a sociedade do «oitenta« a ideal? Penso que não.
O enviesamento da curva representativa da lei cósmica, diz-nos que não, seguramente. Porque a lei cósmica, sendo cósmica e universal, aplica-se a tudo e portanto também ao nosso comportamento enquanto pessoas racionais.
Uma lei cósmica enviesada e deslocada da sua mediana, é uma lei em tensão, forçada e pode partir.
E quantas vezes não se tem partido?
Entre as pessoas e na sociedade no seu conjunto...!
Fomentava-se o culto de Deus, através da religião católica, a religião oficial do Estado. Havia uma estreita relação entre o poder político e o poder religioso.
Depois da missa aos Domingos, ensinava-se às crianças na catequese, os fundamentos da religião cristã e da moral. Nos liceus ensinava-se a religião e a moral; eram disciplinas obrigatórias.
O culto da Pátria constituía a segunda componente da trilogia dos valores. A Pátria, a mãe-Pátria, a terra que nos viu nascer, constituía algo de sagrado que tinha de ser defendido «até à ultima gota de sangue».
Foi assim que me ensinaram na então «Mocidade Portuguesa», a mim e a muitos jovens da época que faziam jus e tinham orgulho e até vaidade, em fazer parte desta organização.
Foi assim que me ensinaram na Academia Militar, que frequentei nos anos 60, dando concretização a um sonho de infância de querer ser militar. E fui e estive na guerra colonial, a experimentar o cheiro da pólvora, como muitos jovens deste país.
A servir o culto da Pátria!
Regressei mais salvo do que são, mas muitos nem sequer regressaram.
A terceira componente da trilogia dos valores daqueles anos já longínquos do século XX era a Família.
Era uma valor sagrado tal como o da Pátria!
Neste tempo fomentava-se a família, protegia-se a família, um pai, uma mãe e os filhos; nem pensar em famílias com dois pais ou duas mães; isso era um sacrilégio.
Aliás nessa época nem sequer se conhecia o termo «gay», ou «lésbica» e muito menos «lgbt».
Era muito comum a referência a eles, como os «homens que faziam panelas», para usar uma expressão moderada e as mulheres com essas tendências, eram conhecidas como as «fufas».
Bissexual ou transsexual eram termos completamente desconhecidos e muito menos a expressão real dessas variantes da espécie humana.
Para além da trilogia oficial dos valores fundamentais, muitos outros valores nos foram transmitidos directamente pela família, pelos nossos pais.
Os valores da honra, da honestidade, do trabalho, da fé cristã, da moral, da ética, da generosidade, da fidelidade, da virgindade e muitos outros.
Ao assistir há dias à passagem de uma reportagem no canal TVI 24, sobre «A MULHER DO SÉCULO XXI», voltei a confirmar aquilo que é uma realidade dos nossos dias.
Em pouco mais de 50 anos o mundo deu uma volta de 180º, ou seja, passámos de um extremo para o outro oposto. É como se a Terra tivesse mudado a sua posição em relação ao Sol e o equador passasse para os pólos e os pólos para o equador.
Por outras palavras, passámos do «oito» para o «oitenta»...!
Como foi isto possível em tão pouco tempo, que causas ou fundamentos explicam este fenómeno tão rápido, quando a História nos diz que, os costumes e os valores levam por vezes séculos a serem mudados?
Há quem argumente que tudo começou com a revolução francesa do século XVIII: liberdade, igualdade, fraternidade. E também com as revoluções que se lhes seguiram.
Concordo em parte, pelo menos no plano dos princípios.
Mas, como se explica a rapidez da mudança especialmente nos últimos 50 anos? Que factores teriam contribuído para uma mudança tão radical nos valores, em tão pouco tempo?
A resposta, no meu ponto de vista, encontra-se nas consequências da 2ª guerra mundial e nos fundamentos em que se alicerçaram os regimes políticos económicos e sociais saídos do pós-guerra.
Os regimes anteriores, incluindo os da época monárquica, alicerçados em ditaduras, impunham os valores, controlavam as sociedades de acordo com os seus objectivos políticos.
Com a queda das ditaduras umas mais cedo, outras mais tarde e o advento das novas democracias representativas, levou-se ao fundamentalismo as já velhas três palavras mágicas saídas da revolução francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.
Fundamentalismo liberal, fundamentalismo igualitário e não tanto fundamentalista a fraternidade, antes o tivesse sido.
Um conjunto de factores, resultantes das novas tecnologias de comunicação e informação, a nível mundial, nos últimos 15/20 anos, de que se destacam a televisão e a Internet, acelerou o processo.
O acesso à informação passou a ser quase instantâneo, a velocidade com se passou a veicular e a tratar dados, assim como novas ideias, modas, costumes, imagens, vídeos, filmes, em permanente permuta a nível mundial e sem controlo e interferência dos governos, porque anti-constitucional, anti-democrático e anti direitos humanos, passou a ser absolutamente avassaladora, impensável há trinta ou quarenta anos.
A enorme rapidez com que tudo se alterou nas últimas duas décadas, encontra assim, explicação, na retoma fundamentalista das palavras de ordem da revolução francesa e num conjunto de factores resultantes da revolução das comunicações e do processamento da informação a nível mundial.
O indivíduo, o actor social, passou a dispor de uma liberdade quase absoluta na ordem individual e social, apenas limitada na ordem jurídica.
Os tradicionais valores sociais e individuais progressivamente foram caindo, a tradicional família educadora e formadora de valores, demite-se desse papel e os descendentes passaram a ser formados e educados pelo bando de rua, pela Internet, pela televisão, pelo «Magalhães» e por uma escola igualmente demissionária, não dos professores que lutam contra a maré, mas que reflecte as politicas fundamentalistas dos partidos do poder e as corporativistas ditadas pelas respectivas federações profissionais.
Os regimes políticos saídos das democracias representativas, expressão de um voto muitas vezes não representativo e subjectivo, demitem-se do seu papel formador e educador e o indivíduo desde que nasce, fica entregue a si próprio, à mercê de si próprio e à influência dos factores externos do seu micro ambiente, que vai determinar a sua formação e o seu comportamento futuro.
O resultado final deste processo é um indivíduo egocêntrico, individualista, calculista, que tenta viver e sobreviver na selva amorfa desta sociedade vazia, onde cada um segue, sem qualquer orientação, os seus critérios de vida.
Critérios de vida individualista, sem valores colectivos nem sanções sociais. Tudo é permitido ao nível do comportamento individual, desde que não colida com a ordem jurídica estabelecida.
Critérios de vida que cada um segue como quer e entende, pensando apenas em si próprio, sem pensar colectivo, critérios de vida muitas vezes incompatíveis com os do vizindo, do amigo, do colega, do namorado ou namorada, do marido ou esposa, tornando cada vez mais difíceis as relações entre as pessoas.
Por isso não me supreende, a mulher solteira que opta por viver só toda a vida, que sai à noite para «engatar homens» que se serve dos homens apenas para seu bel-prazer, durante um certo período de tempo, que frequenta o ginásio e a sexshop, mas que sai e regressa a casa sozinha, como se viu na reportagem da «mulher do século XXI».
Este comportamento antes tipicamente masculino, do macho que procurava a fêmea pela ordem natural, inverteu-se. Agora parece ser a fêmea que procura o macho. Parece, portanto, que o machismo está a dar lugar ao feminismo, o sexo forte passou a ser fraco e o fraco passou a ser forte.
Não ficarei surpreendido se, dentro de algum tempo, os homens do século XXI passarem a usar saia, na sua indumentaria habitual...
Embora a amostra da reportagem não seja representativa da generalidade das mulheres é, do meu ponto de vista, um sinal preocupante dos tempos do «oitenta», dos extremos. E os extremos tocam-se naquilo que têm de comum, ou seja na sua caraterística extremista de uma «lei cósmica» achatada e enviesada, loucamente deslocada da sua mediana.
Mas o fundamentalismo igualitário aí está também em força.
Somos todos iguais, em tudo, e portanto também na baixa inteligência, no défice de conhecimentos, na falta de formação e de educação.
Propõe-se o negativismo igualitário como formatação básica do individuo, ou seja nivela-se tudo por baixo.
O «Alter» de referência que se propõe seguir como exemplo não é o melhor, mas o medíocre, não é o inteligente mas o menos dotado, não é o trabalhador e aplicado, mas o insolente e desorganizado. Na escola, no emprego, em quase tudo.
Será a sociedade do «oitenta« a ideal? Penso que não.
O enviesamento da curva representativa da lei cósmica, diz-nos que não, seguramente. Porque a lei cósmica, sendo cósmica e universal, aplica-se a tudo e portanto também ao nosso comportamento enquanto pessoas racionais.
Uma lei cósmica enviesada e deslocada da sua mediana, é uma lei em tensão, forçada e pode partir.
E quantas vezes não se tem partido?
Entre as pessoas e na sociedade no seu conjunto...!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
LARANJA OU LIMÃO?
A homossexualidade sempre existiu, demonstra-o a história. Também o demonstra a história que a mesma foi característica de minorias sociais. A esmagadora maioria da espécie humana é impulsionada por orientação heterossexual, comum à ordem natural própria do género animal.
É essa orientação heterossexual maioritária que tem permitido a sobrevivência das espécies animais e também das sociedades humanas, haja ou não casamento.
Aliás o casamento não passa de uma construção social adoptada, desde há muitos séculos, para dar resposta a questões de direito do homem e da mulher e dos descendentes se os houver.
No entanto, as sociedades ao longo dos séculos têm vindo a evoluir desde a repressão à homossexualidade (por se considerar desviante da ordem natural e principalmente por ser lesiva da sociedade, uma vez que não permite a reprodução natural e a criação e educação dos nossos descendentes, em condições equilibradas e harmoniosas), até à tolerância e mais recentemente em alguns países com os «casamentos gay».
Não sou fundamentalista da heterossexualidade, aceito e compreendo, que duas pessoas do mesmo sexo possam nutrir, ser impulsionadas e atrairem-se por determinados sentimentos (amor, amizade, ou qualquer outro) e que, num contexto de sociedades tolerantes e não descriminatórias, se garantam os direitos dessas pessoas.
Já não sou a favor da promoção da homossexualidade.
Promover a homossexualidade significa promover o aumento da minoria social que adopta este comportamento desviante e quanto mais ela aumentar menos minoria será e a partir de certa altura, pôr verdadeiramente em causa a continuidade da espécie humana, de forma equilibrada, nas sociedades actuais, que já se debatem com sérios problemas de renovação das gerações, por via da queda da taxa de natalidade, pela alteração dos padrões sociais e culturais.
Coloquei entre «aspas» o termo casamento, de propósito.
Porque é uma questão importante e é necessário analisá-la.
Em primeiro lugar é preciso chamar os nomes devidos às coisas.
Desde há séculos que se convenciomou chamar «casamento» à união contratual e jurídica em duas pessoas de sexo diferente, tenham ou não descendentes, mas visando a descendência e a continuidade da espécie.
Por isso a união de duas pessoas de sexo diferente «não casadas» porque é diferente de um casamento, se convencionou chamar «união de facto».
A união entre duas pessoas do mesmo sexo, por maioria de razão, não pode denominar-se casamento, a ser permitida tem de ter outra denominação, por exemplo «união homossexual» «união civil registada» ou qualquer outra.
É que os termos usados envolvem conceitos diferentes e finalidades diferentes dessas uniões e por isso cada união adoptada, tem de reger-se por ordenamentos jurídicos diferentes, porque de facto são coisas diferentes e o interesse da sociedade no seu conjunto tem de ser protegido.
Para isso é que existem Governos, para governar e proteger as sociedades. De contrário, meter tudo no mesmo saco, seria o caos.
A questão de fundo é a protecção das sociedades e a garantia da sua continuidade de forma equilibrada, o que só a relação heterossexual permite (com casamento ou não), incentivando-se e criando-se condições para a reprodução, criação e educação dos nossos descendentes, num ambiente natural, e por isso este tipo de relação tem de ser protegida de uma forma especial e diferente de todas as outras.
Por isso não se entende esta pressa doentia do governo, em legislar no sentido de permitir «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo e, é tudo uma questão de tempo, a adopção de crianças por estas uniões.
Para além de ser uma questão que tem de ser avaliada pela sociedade no seu conjunto e portanto um referendo faz todo o sentido (em democracia, a maioria tem de se pronunciar) a questão de fundo é que estas uniões, porque visam objectivos diferentes, não podem ser equiparadas e tratadas pelo mesmo estatuto jurídico e social das uniões heterossexuais.
O argumento socialista de que se visa combater a descriminação é uma verdadeira falácia e um mero expediente para justificar a medida.
O facto de outros países o terem feito, não significa que tenhamos de ser «burros» como eles e passarmos a estar na vanguarda do negativismo igualitário, só porque é moderno!
Ninguém descrimina, actualmente os homossexuais!
A questão não é essa. A questão tem a ver com a atribuição do mesmo estatuto social e jurídico ao casamento entre heterossexuais e homossexuais, porque, quer queiramos quer não, são coisas completamente diferentes e coisas diferentes nunca foram iguais!
Embora ambos sejam citrinos, uma laranja não é a mesma coisa do que um limão...pelo menos é o que aprendi em lógica matemática!
Mas neste socialismo em que vivemos «A LÓGICA É UMA BATATA»...!
É essa orientação heterossexual maioritária que tem permitido a sobrevivência das espécies animais e também das sociedades humanas, haja ou não casamento.
Aliás o casamento não passa de uma construção social adoptada, desde há muitos séculos, para dar resposta a questões de direito do homem e da mulher e dos descendentes se os houver.
No entanto, as sociedades ao longo dos séculos têm vindo a evoluir desde a repressão à homossexualidade (por se considerar desviante da ordem natural e principalmente por ser lesiva da sociedade, uma vez que não permite a reprodução natural e a criação e educação dos nossos descendentes, em condições equilibradas e harmoniosas), até à tolerância e mais recentemente em alguns países com os «casamentos gay».
Não sou fundamentalista da heterossexualidade, aceito e compreendo, que duas pessoas do mesmo sexo possam nutrir, ser impulsionadas e atrairem-se por determinados sentimentos (amor, amizade, ou qualquer outro) e que, num contexto de sociedades tolerantes e não descriminatórias, se garantam os direitos dessas pessoas.
Já não sou a favor da promoção da homossexualidade.
Promover a homossexualidade significa promover o aumento da minoria social que adopta este comportamento desviante e quanto mais ela aumentar menos minoria será e a partir de certa altura, pôr verdadeiramente em causa a continuidade da espécie humana, de forma equilibrada, nas sociedades actuais, que já se debatem com sérios problemas de renovação das gerações, por via da queda da taxa de natalidade, pela alteração dos padrões sociais e culturais.
Coloquei entre «aspas» o termo casamento, de propósito.
Porque é uma questão importante e é necessário analisá-la.
Em primeiro lugar é preciso chamar os nomes devidos às coisas.
Desde há séculos que se convenciomou chamar «casamento» à união contratual e jurídica em duas pessoas de sexo diferente, tenham ou não descendentes, mas visando a descendência e a continuidade da espécie.
Por isso a união de duas pessoas de sexo diferente «não casadas» porque é diferente de um casamento, se convencionou chamar «união de facto».
A união entre duas pessoas do mesmo sexo, por maioria de razão, não pode denominar-se casamento, a ser permitida tem de ter outra denominação, por exemplo «união homossexual» «união civil registada» ou qualquer outra.
É que os termos usados envolvem conceitos diferentes e finalidades diferentes dessas uniões e por isso cada união adoptada, tem de reger-se por ordenamentos jurídicos diferentes, porque de facto são coisas diferentes e o interesse da sociedade no seu conjunto tem de ser protegido.
Para isso é que existem Governos, para governar e proteger as sociedades. De contrário, meter tudo no mesmo saco, seria o caos.
A questão de fundo é a protecção das sociedades e a garantia da sua continuidade de forma equilibrada, o que só a relação heterossexual permite (com casamento ou não), incentivando-se e criando-se condições para a reprodução, criação e educação dos nossos descendentes, num ambiente natural, e por isso este tipo de relação tem de ser protegida de uma forma especial e diferente de todas as outras.
Por isso não se entende esta pressa doentia do governo, em legislar no sentido de permitir «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo e, é tudo uma questão de tempo, a adopção de crianças por estas uniões.
Para além de ser uma questão que tem de ser avaliada pela sociedade no seu conjunto e portanto um referendo faz todo o sentido (em democracia, a maioria tem de se pronunciar) a questão de fundo é que estas uniões, porque visam objectivos diferentes, não podem ser equiparadas e tratadas pelo mesmo estatuto jurídico e social das uniões heterossexuais.
O argumento socialista de que se visa combater a descriminação é uma verdadeira falácia e um mero expediente para justificar a medida.
O facto de outros países o terem feito, não significa que tenhamos de ser «burros» como eles e passarmos a estar na vanguarda do negativismo igualitário, só porque é moderno!
Ninguém descrimina, actualmente os homossexuais!
A questão não é essa. A questão tem a ver com a atribuição do mesmo estatuto social e jurídico ao casamento entre heterossexuais e homossexuais, porque, quer queiramos quer não, são coisas completamente diferentes e coisas diferentes nunca foram iguais!
Embora ambos sejam citrinos, uma laranja não é a mesma coisa do que um limão...pelo menos é o que aprendi em lógica matemática!
Mas neste socialismo em que vivemos «A LÓGICA É UMA BATATA»...!
sábado, 12 de dezembro de 2009
A Cimeira de Copenhaga - Desenvolvimento versus Sub-desenvolvimento
A Cimeira de Copenhaga está na ordem do dia.
Fundadas esperanças para os líderes mundiais se entenderem quanto à imperiosa necessidade de preservação deste astro chamado Terra e de todas as suas formas de vida.
O belo e ímpar astro deste pequeno sistema solar, berço da humanidade de todas as espécies conhecidas, está hoje seriamente ameaçado, mais do que nunca!
Não pelos cataclismos naturais que desde há milhões de anos o têm perturbado, mas pela acção predadora do Homem, desde a Revolução Industrial dos séculos XIX e XX, em particular nos últimos oitenta anos.
A civilização do «petróleo» ou do «homem sentado» ou aida da «cibernética» como lhe queiramos chamar, parece estar condenada a uma espécie de fatalismo.
O fatalismo imposto pelos donos do mundo, dos irracionais e igoístas interesses económicos, dos poderes políticos reféns desses interesses e duma interminável série de outros interesses, tendo o mesmo denominador comum: a irracionalidade, o egoísmo e os mesquinhos grandes interesses materiais.
Interesses, irracionalidades e egoísmos que passam no espaço de uma ou duas vidas, mas que estão já a por em causa a vida dos outros que hão-de vir ou que estão neste momento a começar a sua vida.
E são milhões e milhões!
As ténues esperanças de Copenhaga e a dificuldade de entendimento dos líderes mundiais, são a prova provada dessa irracionalidade.
Os sub-desenvolvidos querem ser promovidos a desenvolvidos e os desenvolvidos a super-desenvolvidos, numa espiral de competição desenfreada e de afirmação de poder económico e político, jamais vista, mas assente no mesmo pilar energético, o petróleo.
Este óleo combustível extraido das entranhas do belo e ímpar Astro, tem sido e continua a ser a fonte essencial e a base sustentável de todo o desenvolvimento. Basta queimá-lo e tudo se transforma!
Os automóveis andam, os autocarros também, as fábricas de tudo e mais alguma coisa igualmente e as centrais produtoras de electricidade transformam o óleo depois de queimado, na energia limpa que há muito se sabe, poder ser extraída directamente da natureza.
E estamos nisto há dois séculos sem grandes mudanças, a não ser as climáticas, já drásticamente alteradas pelos biliões e biliões de toneladas de gás carbono que todos os anos são lançados para a atmosfera, resultante da queima do sagrado óleo...!
Como se pode explicar esta irracional civilização do petróleo, que baseia o seu desenvolvimento, há mais de duzentos anos, na queima de um óleo que, pelos vistos é e continua a ser sagrado?
Como se explica que, em países como o Brasil e Angola, apenas para citar dois exemplos, os seus dirigentes tenham dado saltos de contentes quando souberam que novas e grandes jazidas do óleo escuro, foram descobertas nos seus territórios?
É simples a explicação!
É que, a partir daí estes países, tidos como emergentes, vão ter uma vida melhor, nada será como dantes como disse o Presidente brasileiro.
É que, a partir daqui, estes países vão conhecer um surto de desenvolvimento nunca visto, ou seja vão repetir aquilo que outros têm andado a fazer há quase dois séculos, ou seja a vender petróleo a outros, que vão por sua vez intensificar a queima do mesmo, entrando em contrapartida, muito dinheiro, e a continuar a queimar o seu próprio petróleo.
E o Astro belo e ideal a degradar-se cada vez mais, a extinção das espécies a continuar a acelerar-se e tudo em nome da competição desenvolvimentista entre os países que, não pretendendo alterar as suas fontes energéticas, que existem mais limpas, em abundância na natureza, continuam irracional e egoísticamente, a assentar as bases do seu desenvolvimento na queima deste poluidor óleo.
Até quando?
Esta cimeira de Copenhaga poderia da a resposta. Mas não vai dar.
Sairão quando muito uns ténues progressos que, na prática e no terreno, provavelmente não vão ser respeitados. A irracionalidade dos políticos e dos donos dos interesses, vai predominar.
A competição desenvolvimentista vai intensificar-se, irracionalmente assente na mesma fonte de energia, o petróleo e os sub-desenvolvidos a seguirem o mesmo caminho.
Seria caso para perguntar aos decisores de Copenhaga, porque, em vez de sugerirem aos países sub-desenvolvidos que reduzam as emissões do gás proveniente da queima, incentivá-los sim, a iniciarem, desde já, programas de desenvolvimento baseados em fontes energéticas limpas, com o apoio dos desenvolvidos?
Certamente não o irão fazer, pois não só não teriam a quem vender o precioso óleo combustível, em nome dos donos dos interesses, mas ainda porque ficariam ultrapassados em tecnologia, o que não lhes interessa tendo em conta a competição, pelo domínio económico, político e cultural do mundo.
Fundadas esperanças para os líderes mundiais se entenderem quanto à imperiosa necessidade de preservação deste astro chamado Terra e de todas as suas formas de vida.
O belo e ímpar astro deste pequeno sistema solar, berço da humanidade de todas as espécies conhecidas, está hoje seriamente ameaçado, mais do que nunca!
Não pelos cataclismos naturais que desde há milhões de anos o têm perturbado, mas pela acção predadora do Homem, desde a Revolução Industrial dos séculos XIX e XX, em particular nos últimos oitenta anos.
A civilização do «petróleo» ou do «homem sentado» ou aida da «cibernética» como lhe queiramos chamar, parece estar condenada a uma espécie de fatalismo.
O fatalismo imposto pelos donos do mundo, dos irracionais e igoístas interesses económicos, dos poderes políticos reféns desses interesses e duma interminável série de outros interesses, tendo o mesmo denominador comum: a irracionalidade, o egoísmo e os mesquinhos grandes interesses materiais.
Interesses, irracionalidades e egoísmos que passam no espaço de uma ou duas vidas, mas que estão já a por em causa a vida dos outros que hão-de vir ou que estão neste momento a começar a sua vida.
E são milhões e milhões!
As ténues esperanças de Copenhaga e a dificuldade de entendimento dos líderes mundiais, são a prova provada dessa irracionalidade.
Os sub-desenvolvidos querem ser promovidos a desenvolvidos e os desenvolvidos a super-desenvolvidos, numa espiral de competição desenfreada e de afirmação de poder económico e político, jamais vista, mas assente no mesmo pilar energético, o petróleo.
Este óleo combustível extraido das entranhas do belo e ímpar Astro, tem sido e continua a ser a fonte essencial e a base sustentável de todo o desenvolvimento. Basta queimá-lo e tudo se transforma!
Os automóveis andam, os autocarros também, as fábricas de tudo e mais alguma coisa igualmente e as centrais produtoras de electricidade transformam o óleo depois de queimado, na energia limpa que há muito se sabe, poder ser extraída directamente da natureza.
E estamos nisto há dois séculos sem grandes mudanças, a não ser as climáticas, já drásticamente alteradas pelos biliões e biliões de toneladas de gás carbono que todos os anos são lançados para a atmosfera, resultante da queima do sagrado óleo...!
Como se pode explicar esta irracional civilização do petróleo, que baseia o seu desenvolvimento, há mais de duzentos anos, na queima de um óleo que, pelos vistos é e continua a ser sagrado?
Como se explica que, em países como o Brasil e Angola, apenas para citar dois exemplos, os seus dirigentes tenham dado saltos de contentes quando souberam que novas e grandes jazidas do óleo escuro, foram descobertas nos seus territórios?
É simples a explicação!
É que, a partir daí estes países, tidos como emergentes, vão ter uma vida melhor, nada será como dantes como disse o Presidente brasileiro.
É que, a partir daqui, estes países vão conhecer um surto de desenvolvimento nunca visto, ou seja vão repetir aquilo que outros têm andado a fazer há quase dois séculos, ou seja a vender petróleo a outros, que vão por sua vez intensificar a queima do mesmo, entrando em contrapartida, muito dinheiro, e a continuar a queimar o seu próprio petróleo.
E o Astro belo e ideal a degradar-se cada vez mais, a extinção das espécies a continuar a acelerar-se e tudo em nome da competição desenvolvimentista entre os países que, não pretendendo alterar as suas fontes energéticas, que existem mais limpas, em abundância na natureza, continuam irracional e egoísticamente, a assentar as bases do seu desenvolvimento na queima deste poluidor óleo.
Até quando?
Esta cimeira de Copenhaga poderia da a resposta. Mas não vai dar.
Sairão quando muito uns ténues progressos que, na prática e no terreno, provavelmente não vão ser respeitados. A irracionalidade dos políticos e dos donos dos interesses, vai predominar.
A competição desenvolvimentista vai intensificar-se, irracionalmente assente na mesma fonte de energia, o petróleo e os sub-desenvolvidos a seguirem o mesmo caminho.
Seria caso para perguntar aos decisores de Copenhaga, porque, em vez de sugerirem aos países sub-desenvolvidos que reduzam as emissões do gás proveniente da queima, incentivá-los sim, a iniciarem, desde já, programas de desenvolvimento baseados em fontes energéticas limpas, com o apoio dos desenvolvidos?
Certamente não o irão fazer, pois não só não teriam a quem vender o precioso óleo combustível, em nome dos donos dos interesses, mas ainda porque ficariam ultrapassados em tecnologia, o que não lhes interessa tendo em conta a competição, pelo domínio económico, político e cultural do mundo.
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