sábado, 26 de junho de 2010

A MÉDICA-PROSTITUTA CHICO-ESPERTA

Passou hoje, em grande reportagem, em todas as estações da TVI, um documentá rio sobre uma médica pediatra inglesa que se prostituiu durante 14 meses para ganhar dinheiro que lhe permitisse pagar uma tese de doutoramento.

A notícia em si não me surpreendeu, já te tão vulgar ela é, pois toda a gente sabe que desde estudantes universitárias até mulheres já em vida profissional activa, se prostituiem apenas com o objectivo de ganhar muito dinheiro, dinheiro sujo é certo, mas muito dinheiro.

E a desculpa esfarrapada de que é para pagar estudos, ou coitadas porque estão mal na vida, também não convence, pois todos sabemos que os pais das estudantes dispõem de rendimentos suficientes, caso contrário não as teriam posto a estudar.

E além disso, há as bolsas de estudo a que os estudantes mais necessitados recorrem para financiar estudos e até os financiamentos bancários muito favoráveis que existem para tal efeito.

Mas, a natureza humana é mesmo assim.
Para a perversão e para o ilícito tem de arranjar sempre uma desculpa, um alíbi, uma justificação.

E, uma vez justificado o ilícito, torna-se lícito o procedimento, por mais sujo e injusto que seja.

É a chico-espertice a funcionar no seu melhor e, como há vários tipos de chico espertice, este poderíamos adjectivá-lo de chico-espertice suja, pois é das mais ignóbeis que se podem praticar.

No meu ponto de vista é pior do que roubar!
Passo a explicar porquê:

Em primeiro lugar, a prostituição enquanto tal, não é uma profissão ou actividade explicitamente declarada ou que conste das tabelas nacionais das Actividades Profissionais ou da Classificação das Actividades Económicas.

Logo, é uma actividade remunerada ilegal, porque não há nenhum controlo por parte do Estado, sobre os rendimentos (leia-se elevadíssimos, que ultrapassam a nossa imaginação) desta actividade e portanto não paga impostos como todos os cidadãos são obrigados a pagar.

Que se conste, as prostitutas não passam recibos-verdes nem facturas-recibo aos seus «clientes». Está entre aspas, porque os ditos clientes, na realidade não o são. Só há verdadeiros clientes em actividades legais.

Estas pessoas que recorrem a prostitutas era melhor chamar-lhes, não clientes, mas coitados, ou atrasados mentais...

Em segundo lugar e independentemente de julgamentos éticos ou morais, discutíveis, em relação a alguém que aluga ( é alugar e não vender; a prostituta não vende o corpo, aluga o corpo), o corpo, a questão que se coloca é de ordem filosófica, ou seja sobre a justiça ou injustiça social, do acto praticado e do rendimento gerado.

De facto, em relação ao conjunto da sociedade, esta ainda minoria, que se prostituem para ganhar muito dinheiro sem pagar impostos, acaba por ser uma classe privilegiada, que enriquece rapidamente numa vida divertida e fácil, enquanto a maioria da sociedade, tem de trabalhar no duro, uma vida inteira, muitas vezes com salários de miséria, para conseguir, não enriquecer, mas simplesmente sobreviver.

Conclui-se assim, que a actividade da prostituição, sendo por um lado ilegal (não declara rendimentos e portanto não paga impostos) e por outro, no plano das desigualdades sociais, é profundamente injusta, em relação àqueles que trabalham honestamente, é uma actividade èticamente ilícita e uma verdadeira fraude económica e social.

Por isso a classifiquei de roubo!

Voltando ao caso da médica inglesa, o que é estranho e surpreendente não é o acto em si, que é muito vulgar nos dias que correm, mas a forma despudorada como divulgou a actividade praticada através de entrevista à televisão e à referência que fez à publicação de um livro, descrevendo os pormenores e ainda à subida da sua reputação no meio social onde exerce a sua profissão.

Com efeito, estas sim, são três coisas muito estranhas!

Em primeiro lugar, interrogo-me como é possível, uma sociedade, neste caso a inglesa, permitir que uma mulher venha à televisão divulgar a actividade de prostituição a que se dedicou, com o falso pretexto de pagar um doutoramento
(basta fazer contas: média de 3 coitados/dia x € 400 x 420dias = € 504.000, ou seja, mais de meio milhão de euros em pouco mais de um ano).


Um doutoramento não custa nem de perto nem de longe, mesmo em Inglaterra, meio milhão de euros.

Em segundo lugar, a publicação de um livro, divulgando pormenores de sexo tido com os atrasados mentais que enganou.

De facto, pergunta-se, então o rendimento da prostituição não chegou para pagar o doutoramento, ainda foi preciso publicar um livro, para enganar mais uns milhares de parolos e com isso fazer mais uns milhares?

Mais uma prova de que a desculpa para a prática da prostituição não convence.

Em terceiro lugar, a referência à subida da reputação no meio social onde vive e no conjunto da sociedade inglesa!

É de pasmar!?

Se é verdade o que afirmou, então concluie-se que a sociedade inglesa, ao aprovar actos ética, económica e socialmente ilícitos, entende e deu o seu «agrement» que tais actos devem ser incentivados e até contribuem para o aumento da reputação das pessoas que os praticam.

Ou seja, a sociedade inglesa, incentiva a chico-espertice suja, os actos ilícitos, as fraudes económicas e sociais! E com isso incentiva muitas outras chico-espertas a fazerem o mesmo, porque é um exemplo a seguir!

Até aumenta a reputação e o prestígio social, porque o económico já está bem garantido, às prostitutas chico-espertas!


Se não fosse profundamente triste, este episódio é, no mínimo sórdido e ridículo!

No mundo ocidental é assim, como descrito.
Noutras sociedades daria pena de morte.


É o mundo imprevisível e incompreensível em que vivemos e nele temos de viver!
Até quando?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PLANO INCLINADO

Vejo com regularidade este programa transmitido pela SIC Notícias aos Sábados às 22 horas.

Admiro o programa, os oradores permanentes e as personalidades convidadas para discutirem os diversos problemas com que o nosso país se defronta, que não são de agora, mas que, por inoperância do poder político, se têm acumulado ao longo de décadas, em particular da última.

Admiro acima de tudo, a frontalidade com que os problemas são denunciados, são discutidos, são dissecados, sem receio do «politicamente correcto».

Aliás o «politicamente correcto» foi mais um chavão, a juntar a tantos outros, que os donos do poder inventaram para nos tentarem condicionar a voz, o pensamento, a liberdade de expressão.

Bem hajam os protagonistas do programa, pela sua coragem!
Gostei, em particular do último programa, transmitido no dia 12 de Junho, em que esteve presente, pela segunda vez o Prof. Errnâni Lopes, como convidado.

Apreciei, em particular a sua matriz de dupla entrada, para explicar as causas da situação de extrema gravidade em que nos encontramos e do nosso sub-desenvolvimento crónico.
Dessa matriz, destaco apenas o essencial dessas causas identificadas por Ernâni Lopes.

Na perspectiva deste Economista, que já foi Ministro das Finanças do governo de Mário Soares, o essencial das causas reside no facto de o poder político gerir o sistema económico e social de forma superficial, num horizonte temporal de curto prazo, num espaço restrito ao território de Portugal e da União Europeia e num quadro cultural (valores, atitudes e comportamentos) do povo português, muito deficiente.

Quando o orador se refere a um quadro cultural do povo português muito deficiente, queria significar as deficiências de educação, logo ao nível da família e da escola, em que predomina a moleza, o laxismo, a desonestidade, a chico-espertice, a aldrabice e o desenrascanso, como valores transmitidos aos jovens e que depois os seguem na vida profissional e social.

O orador vai mais longe e chega a afirmar que este deficiente quadro cultural, caracteristico do povo português, é a principal causa da situação de sub-desenvolvimento em que nos encontramos e de quase falência do país.

É este quadro cultural que predomina nas élites que gerem os destinos do país, a todos os níveis, como foi referido no programa.

De facto, é neste deficiente quadro cultural, combinado com os outros dois elementos da matriz de Ernâni Lopes ( a análise superficial das questões, num horizonte temporal de curto prazo e num espaço económico limitado), que residem as causas da situação em que nos encontramos.

Mas, foi sempre assim, se nos reportarmos à história. Só no período do Estado Novo, em ditadura, o país conheceu algum surto de desenvolvimento apreciável, por muito que isso possa contrariar opiniões «politicamente correctas».

Se nos lembrarmos, já o Marquês de Pombal se queixava do mesmo, deste deficiente quadro cultural.

Ernâni Lopes tem razão!
Enquanto predominar este quadro cultural deficiente, o país não vai longe. Enquanto os carreiristas da chico-espertice continuarem a chegar ao topo das hierarquias das organizações e do poder político, Portugal não vai longe.

Enquanto ficarem para trás preteridos, excluídos, os inteligentes, os competentes, os que detêm qualificações e os honestos, simplesmente porque por princípio ou porque não têm jeito para serem chicos-espertos, Portugal há-de ser sempre um país subdesenvolvido!

Já ouvi dizer a alguém que o mundo é dos espertos! Infelizmente á verdade!
E a realidade dura e crua aí está:
- São espertos mas não são inteligentes, são espertos porque têm jeito para a «ratice» para a aldrabice, mas não são competentes.
O país está como está, porque está comandado por espertos.


Voltando ao programa e ao tema, embora concorde com o essencial destas posições , há sempre coisas de que nunca se fala, pois os participantes foram parte activa no processo, pois ambos foram Ministros das Finanças em governos do Partido que está no poder.

Essas coisas de que nunca se fala, são as questões de fundo, as causas últimas de tudo isto.

Obviamente refiro-me à questão do regime, ao paradigma constitucional herdado de uma revolução socialista e o consequente modelo económico dela resultante e às limitações de uma democracia dita representativa, mas que tem pouco de representativo e por isso propensa a ser manipulada.

Já abordei este assunto em artigos anteriores. Não me vou repetir.
Apenas direi que, e pegando nas palavras de Ernâni Lopes, se o paradigma constitucional, o modelo económico dele derivado, o modelo de democracia representativa que temos e o quadro cultural deficiente de grande parte do povo português, não foram alterados, Portugal nunca irá longe.

Portugal foi e continuará a ser um país condenado ao insucesso, à estagnação económica e social e ao sub-desenvolvimento.

Continuará em PLANO INCLINADO
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sábado, 29 de maio de 2010

A ESSÊNCIA DAS COISAS

Vem este tema a propósito da recente visita do Papa a Portugal.

Para além da grande recepção que teve, o que veio provar que afinal em Portugal ainda há Fé, nem tudo está perdido em matéria de espiritualidade e de crença em Algo que nos transcende.

Mas o que contou, acima de tudo, foi a mensagem que o Papa nos quis deixar e que sempre os mais altos dignitários da Igreja Católica, não perdem a oportunidade de transmitir.

O Papa, numa mensagem muito simples, chamou a atenção para o perigo de se estar a tulelar os princípios básicos da Vida, nesta sociedade dita pós-moderna.

O que pretenderia o Papa dizer com estas palavras?

Uma coisa muito simples:
É que, há princípios que decorrem da Ordem Natural estabelecida no Planeta que habitamos, herdada de uma evolução de milhões ou mesmo de biliões de anos e que permitiu que existisse Vida neste Astro que habitamos, na forma que conhecemos.

E que, se tentarmos alterar por Decreto-Lei (Lei dos Homens) estes princípios básicos da Vida, corremos o risco de pôr em causa milhões ou biliões de anos de evolução, o equilíbrio natural da vida no Planeta.

È óbvio que o Papa, Entidade Máxima dentro da Igreja Católica, quis ir mais longe, tendo em conta a sua grande crença em Deus, ou seja, não se podem tutelar princípios instituídos por Deus, no nosso Planeta.

Independentemente das crenças de cada um de nós, há um facto irrefutável e indesmentível e que biólogos, antropólogos e arqueólogos demonstraram, ao estudar a evolução das espécies neste Planeta:
- É que a evolução das espécies conduziu a uma Ordem Natural, a um equilíbrio natural, que tem permitido a sobrevivência de todas as espécies animais ou vegetais.

Naturalmente que, toda a intervenção do Homem que ponha em causa esta Ordem Natural, atenta contra os princípios básicos da vida, instituída no Planeta e por isso não é lícita.

Nesta perspectiva não é lícito legalizar o aborto voluntário, porque atenta contra a vida, não é lícito legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque atenta contra a vida, no sentido em que impede a reprodução natural da espécie humana, pervertendo a Ordem Natural, não é lícito legalizar a adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo, porque atenta igualmente contra a ordem natural de os filhos de humanos e de praticamente todas as espécies animais, terem como referência um pai e uma mãe, ou no caso da adopção de crianças, um homem e uma mulher, etc.

Seriam estes os factos em que o Papa certamente estaria a pensar, quando afirmou que « não podemos tutelar os princípios básicos da vida humana».

Mas, é também um facto, que o ser humano é o único das espécies animais, que tem capacidade para perverter a Ordem Natural, segundo os seus interesses egoístas ou para abrir espaço a tendências sociais e a modos de vida e de sociedade, ditos pós-modernos, que podem conter em si próprios graves perversões da Ordem Natural, pondo em risco todos os equilíbrios naturais, herdados de biliões de anos de evolução.

Um famoso psiquiatra afirmou há uns anos, fruto da sua experiência a lidar com a mente humana, que «quanto mais conheço o Homem, mais me convenço de que é o pior ser da criação...»


Esta afirmação de alguém que conhece melhor do que ninguém, a complexidade da mente humana, revela bem o poder da nossa inteligência para alterar, segundo as suas conveniências praticamente tudo o que entender, para o bem e para o mal da humanidade, inclusive a essência e os fundamentos básicos da Ordem Natural, a única que permitiu todos os equilíbrios da vida neste Planeta até à época actual.

E também é um facto que, quando perverte o equilíbrio e a Ordem Natural, o Homem consegue sempre arranjar uma justificação, um argumento ardiloso para justificar a perversão, sendo a partir daí tal perversão, considerada lícita e até tutelada pelo poder político.

Há países, como a Holanda, paradigmático em matéria de perversão dos equilíbrios naturais, em que, basta que seja observado com alguma permanência , um determinado comportamento fora dos padrões normais, por uma determinada minoria social, para que seja razão suficiente de tutela pelo poder político, ou seja, para que esse comportamento tenha cobertura legal..

No meu entender é uma via perigosa, que pode conduzir a graves desequilíbrios sociais, mas, mais grave ainda, é igualar por via legislativa, esses comportamentos socialmente minoritários, aos comportamentos da esmagadora maioria da sociedade.

Estes factos, que estamos a observar nesta sociedade dita pós-moderna, e com o argumento de que as sociedades evoluem, não só pervertem a Ordem Natural resultante da evolução, como pervertem igualmente a essência e o fundamento das coisas, que o mesmo é dizer que coisas diferentes têm de ser tratadas de forma diferente.

E coisas diferentes têm fundamentos, objectivos e finalidades diferentes, portanto têm de ser tuteladas (legalizadas) por estatutos jurídicos diferentes.

Ainda poderia acrescentar uma terceira perversão, que se refere à ignorância, pura e simples, da regra democrática básica, ou seja, o comportamento de uma minoria nunca se poderia sobrepor ao de uma maioria e muito menos considerá-lo igual ao dessa maioria.
Nesta sociedade pós-moderna tudo é possível e nada surpreende.

O Papa teve razão naquilo que disse e no apelo que fez.
Mas os governantes fazem orelhas moucas daquilo que o Papa diz, e as sociedades vão continuar a degradar-se até que graves desequilíbrios ocorram.

Quando, ninguém sabe...!

sábado, 22 de maio de 2010

REFLEXÃO SOBRE O FUNDAMENTALISMO DEMOCRÁTICO

Vem este tema a propósito da actual situação calamitosa e praticamente de bancarrota em que Portugal está hoje.

Não é nada de novo para mim, nem para muita gente neste país. Qualquer pessoa minimamente esclarecida sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde.

Já escrevi várias vezes sobre este assunto e as previsões confirmam-se.

O tema que escolhi hoje, embora não pareça, tem muito a ver com isto.

Devo esclarecer, desde já, que não sou, nem nunca fui defensor de ditaduras.
A história mostra que algumas até foram eficientes e fizeram progredir os respectivos países.

Mas também a mesma história da humanidade mostra que outras conduziram à ruína de países, ao despotismo e à acumulação de verdadeiros tesouros por parte dos ditadores.

Eu recuso a ditadura em todos os sentidos, simplesmente porque está num extremo e tudo o que está num extremo, afasta-se da Lei Normal ou Cósmica, a grande Lei que tudo regula, ou que tudo devia regular.

Todos os factos, eventos, procedimentos, vida quotidiana, propostas políticas, tudo o que se afaste da Lei Normal, inevitavelmente estará, mais tarde ou mais cedo condenado ao fracasso, simplesmente porque cairá num extremo, ou seja, para quem entende de estatística, assumirá um desvio padrão ou se quisermos uma variância, muito grande, que se afasta muito dos valores médios, normais ou expectáveis.

Recusando a ditadura pelo que acabei de dizer, resta a democracia como alternativa.
Democracia representativa, entenda-se, segundo o modelo vigente na maioria dos países de civilização ocidental.

A consciência dos malefícios das ditaduras levou, a maior destes países a adoptar o modelo da democracia representativa, ou seja, eleição por suposto «sufrágio directo e universal» de uma Câmara ou Parlamento com um conjunto de representantes do Povo e um Governo apoiado por uma maioria, mesmo que simples, desse Parlamento eleito.

Chagámos assim, ao ponto fulcral.

Ou seja, parece que o modelo de democracia representativa como alternativa lógica, justa e cívica, à ditadura, é o modelo ideal, sem mácula nem pecado é uma espécie de verdade absoluta e de panaceia universal, que veio resolver todas as injustiças, todas as discriminações, todos os problemas, porque se deu voz ao Povo.

Porque acreditamos nisto, a democracia passou a ser venerada, diria quase teificada, qual teoria intocável, qual lei universal, que se transformou num verdadeiro fundamentalismo, isto é, a democracia não se discute, é a essência e a verdade absoluta de tudo.

Mas, como por natureza recuso as verdades absolutas, simplesmente porque não há, no reino dos mortais, Verdades Absolutas, só Deus é detentor dessa Verdade, recuso-me a aceitar este fundamentalismo democrático.

Simplesmente porque esta democracia que temos, está muito longe do ideal de pureza, de ausência de pecado, da tal Verdade Absoluta da qual está afastada anos-luz.

Concretizando, a democracia representativa só estaria relativamente perto de um ideal de justiça, de consciência cívica e de verdadeira responsabilidade política e social, se fossem respeitados e assegurados determinados requisitos, sem os quais não há verdadeiramente democracia, e que são os seguintes:

- Ser universal: todos os cidadãos, maiores de idade, sem excepção, exercerem o direito de voto;

- Formação e consciência cívica e política: garantia de que todos os cidadãos eleitores são detentores de formação escolar suficiente, formação cívica e política, que possa garantir um voto consciente e responsável.

- Não manipulação do voto para todos os eleitores que não sejam militantes de partidos

- Os candidatos a representantes do eleitorado, prestarem provas de qualificação para o desempenho deste cargo político, recusando-se o preenchimento de vagas por quotas; um deputado nomeado pelo método das quotas, não garante nem competência nem representatividade

- Os candidatos a representantes do eleitorado, serem obrigatoriamente naturais dos círculos eleitorais que representam, para garantia de defesa e representação efectiva do seu eleitorado


- Estabelecimento de mecanismos de democracia directa e universal, quando estão em causa grandes questões nacionais e essas questões não podem, nem devem, ser decididas por representantes, muitas vezes minoritários

- Ausência de caciquismo local e de clubismo (voto de acordo com a classe social)

- Formação de governo sempre com uma maioria absoluta, governo eleito por maioria simples não pode governar, por não ser representativo, a menos que forme coligação, que devia ser obrigatória, garantindo estabilidade governativa e partilha de competências com outro partido.


Basta olharmos para o modelo de democracia representativa que temos, para verificarmos que nenhum destes requisitos se verifica.

Conclui-se portanto que a democracia, no modelo adoptado, é tudo menos representativa.

Não sendo representativa é uma democracia de fachada, viciada, deturpada e como tal não é verdadeiramente democracia.

É apenas um simulacro, mas mesmo assim é venerada e tida como um valor absoluto, intocável e incontestável, ou seja um valor fundamentalista.


O resultado deste sistema é a perpetuação no poder, de um grupo partidário minoritário (mesmo com maioria absoluta, será sempre minoritário e como tal não representativo de uma maioria do eleitorado, pois que, como se sabe, o voto não é universal, isto é, logo a primeira condição não se verifica, uma vez que cerca de 40% do eleitorado não vota por opção, ou seja não assume consciência cívica de contribuir com o seu voto para o bem do seu país e para um governo representativo).

O perigo deste sistema é, como disse, a perpetuação no poder, de um grupo minoritário ou seja conduz a uma situação semelhante à de uma ditadura, sendo os seus efeitos práticos os mesmos.

Ou seja, é excluída da participação politica e cívica a maior parte das potenciais competências do país, excluindo, portanto o seu contributo
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Esta situação pode conduzir os países a situações extremas de calamidade social e de verdadeira bancarrota, isto é, à falência, por má gestão e má administração de um país.

É o que está a acontecer a Portugal, neste momento, após 15 anos de governação praticamente de partido único, no país.

E Portugal, além da situação descrita, vive um regime pseudo-democrático condicionado por uma Constituição saída de uma revolução de paradigma essencialmente marxista, o que acrescenta ainda maior incerteza quanto à nossa capacidade de sobrevivência, como país viável.


Por isso, se o paradigma democrático não for alterado e não for aperfeiçoado, assim como o paradigma constitucional, Portugal arrisca-se a ver comprometido irremediável mente o seu futuro enquanto Nação viável e independente, mesmo que integrada na União Europeia.

Os sinais de extremo descontentamento de muitos portugueses ao afirmarem em 50% de entrevistas, que preferiam a integração na Espanha e a fuga em massa para o exterior, da nossa juventude, são indicadores extremamente preocupantes da viabilidade futura do nosso país .

sábado, 15 de maio de 2010

POESIA

Para quem gosta, aqui ficam alguns poemas de minha autoria:



CHÃO MANJACO

Desta terra parti um dia
Sem saber se voltaria
Para pisar o chão manjaco

No breu da noite aquela coisa
Comendo a pista toda se elevou
Presa por arames levantou

Meia-noite e cinco
Nos céus de Lisboa descola
Com toda a força e afinco

Com dificuldade conseguiu
E para lá se dirigiu!

Para trás tudo ficou
Família, amigos, amores
E também os meus temores

Em Cabo Verde aterrou
No árido solo e deserto do Sal

E para acabar com o mal
Com uma larangina refresquei
E com o indigesto acabei

Continuámos, rumo às terras dos manjacos
Já de dia!

Mais bem disposto me sentia
E com algo mais do que alegria
A Bissalanca chegámos

Já de nada nos importámos
Ar irrespirável respirámos !
E o chão manjaco pisámos...

Dias depois...

O troar dos canhões
O fragor das explosões!



SONHO DE INFÂNCIA


Um carrocel, um realejo
Só um desejo
De te ver feliz

O tempo assim quis!

Se pudesse, ter-te-ia oferecido o mundo
Mas não pude!
Apenas um sonho de criança!

Renasce a esperança com o teu acordar
E fico refém do teu olhar!
Brilhante, penetrante, calmo como um lago

Fiquei feliz!
E novas promessas te fiz!
O teu sorriso diz-me que sim

Ficámos assim!
Olhando-nos...
Almas gémeas chamando-nos

Nessa tarde de Estio algarvio
Com fundada esperança
Um sonho de criança



PÉROLA DO SUL

No meio do azul Atlântico nasceste
Na espuma do mar salgado te banhaste
Para fazeres alguém feliz, para cá vieste
E da cruel avó te libertaste

Linda e bela...
Tua tez é cor de pérola
Teus olhos são cor de âmbar
O teu sorriso uma promessa

Amigos não te faltaram
Muitas paixões despertaste
Sonhos felizes ousaste
Corações despedaçaste

O amor ainda procuras
Aquele que nunca encontraste
Quem sabe se por acaso
Já nele não tropeçaste

domingo, 2 de maio de 2010

UMA ESPERANÇA PARA PORTUGAL

No ano passado, no dia 25 de Abril, nas comemorações oficiais da revolução de 1974, alguém teve a coragem de sair da rotina e desafiar os donos da revolução, presentes e omnipresentes, como sempre.

Esse alguém chama-se Teresa Caeiro, personalidade destacada da chamada direita portuguesa.

Discurso ousado, desafiador, denunciador! Parabéns Teresa, mais uma vez. É assim mesmo!

Há dias, no mesmo dia 25 de Abril e como sempre, a cerimónia repetiu-se.
O mesmo cenário, os cravos vermelhos na lapela dos donos e mentores da revolução e daqueles que se apropriaram dela para seu exclusivo proveito, como se a revolução e o seu símbolo, o cravo vermelho, fosse sua propriedade exclusiva.

Alguém, também com coragem e ainda mais ousado, proferiu um discurso que teve tanto de contundente como de sarcástico. Mas extremamente realista! O diagnóstico do país é mesmo aquele.

Provocou espanto, incómodo e indignação nos mesmos senhores de sempre!

Esse alguém chama-se José Pedro Aguiar Branco. Parabéns José Pedro! É assim mesmo!É preciso ter coragem para denunciar, para enfrentar, para afrontar.

Discurso excelente, sem dúvida e sem dúvidas. Foi bonito e gratificante ouvi-lo para quem não se conforma com a situação! Obrigado José Pedro pela tua coragem!

Dias depois, alguém da mesma esfera política, o recém eleito Presidente do PSD, também de nome Pedro, afirma, sem papas na língua, aquilo que os portugueses esclarecidos e atentos à situação do país já sabiam:

- Portugal tem andado a dormir e tem sido calaceiro!
Nada mais verdadeiro. Só é pena este jovem social-democrata ter aparecido agora, já devia ter sido eleito, como muitos sugeriram, da primeira vez, antes das eleições legislativas.

Talvez tivesse ganho as eleições e hoje, a arrogância tivesse dado lugar ao bom senso.
Teríamos provavelmente sido bafejados com a lufada de ar fresco de que tanto Portugal precisa.

Mas não. Os barões do PSD não deixaram. Perdeu-se tempo. E o país não se pode dar ao luxo de perder tempo. Os mesmos, desta longa noite a que nos têm obrigado, voltaram a ser eleitos. Perdeu-se tempo e continuamos a perder tempo, com «balelas» e «inutilidades». Continuamos prisioneiros dentro de um túnel sem saída.

Mas, a esperança renasce para todos nós com o aparecimento deste jovem na vida política.
As suas propostas são sensatas, realistas e fazem todo o sentido. O diagnóstico está correcto, como era de esperar de um economista.

Mas, Pedro Passos Coelho que não se iluda.
Se o paradigma constitucional não for alterado, de nada servem as suas propostas e, se ganhar as eleições, não conseguirá governar.

Tudo será declarado inconstitucional. Haverá perda de tempo irremediável e aí poderá ser tarde demais. O país afundar-se-á irremediavelmente, no mar da ideologia utópica que, como disse um dia Barroso, não dá de comer a ninguém!

Será caso para perguntar se é preciso deixar afundar o país para se alterar a Constituição.

Tudo indica que sim, pois o espectro político resultante do voto popular subsidiado e dos que pura e simplesmente não votam e que já são quase metade, não consentirá essa alteração.

Mas, se o país se afundar, os subsidiados vão ter uma grande surpresa. São os primeiros a ver os subsídios cortados ou, no mínimo, substancialmente reduzidos!

Os cortes nos subsídios irão ser tantos que amaldiçoarão o dia em que acreditaram neste sistema, rogarão pragas, cobras e lagartos, mas o tiro sair-lhes-á inevitavelmente pela culatra, e aí será tarde demais, para eles e para todos nós.

Se ao menos aprenderem a lição já se ganhará alguma coisa.Mas será certamente uma lição que custará muito caro ao país!

É preciso perceber que, nós só estaremos bem se o pais estiver bem e que, antes de olharmos primeiro para o nosso umbigo, devemos olhar antes de tudo para o país e saber usar a arma do voto racional e conscientemente.

É isto que, infelizmente e para mal de todos nós, não acontece em Portugal.

terça-feira, 27 de abril de 2010

DA PALMATÓRIA E DAS ORELHAS DE BURRO, AO DIREITO AO SUCESSO

Eu sou do tempo da palmatória, usada nas escolas primárias dos anos 50 do século passado.

Estava sempre colocada em cima da secretária da professora ou do professor. Para que todos os alunos a vissem e se intimidassem. Todos sabiam para que servia.

Este bocado de madeira rectangular com uns bons 35 cm de comprimento e uns 6 cm de largura, não só intimidava, como era usado ao mais pequeno pretexto, ao mais pequeno acto de indisciplina dentro da sala de aula e nem pensar o que aconteceria a um aluno que ousasse sequer manifestar um esboço de falta de respeito ao professor.

Havia professores que, além da palmatória usavam outros instrumentos de intimidação e de castigo, como varas e ponteiros de bambu, daqueles que têm nós e aleijavam ainda mais.

O número de réguadas (aplicação da régua com força na palma da mão) e a aplicação do castigo numa só mão ou em ambas, dependia da gravidade da falta cometida.
O ponteiro e a vara serviam para aplicar ponteiradas na cabeça e a vara para aplicar varadas na parte superior das mãos!.

A minha professora da quarta classe, da escola primária de Loulé, terra onde nasci, senhora dos seus 60 anos, cabelo já grisalho, era conhecida pela D. Quita.. Nunca soube o seu verdadeiro nome, nem nunca me interessou saber.

O que sabia é que esta senhora, apesar da sua aparente fragilidade física e da idade, era um verdadeiro carrasco dentro da escola e da sala de aula. Ao mais pequeno pretexto não hesitava em aplicar réguadas, ponteiradas e varadas a ponto de, alguns alunos irem para casa com as mãos a arder e com a cabeça cheia de «galos».

Quando chegávamos a casa, de nada servia queixar-mo-nos aos nossos pais. A resposta era sempre a mesma:
- É muito bem feita, para não te portares mal na escola! Ainda devias ter apanhado mais.

Alguns pais, ao terem conhecimento da situação, ainda aplicavam castigos suplementares, para que nos ficasse de emenda e porque se sentiam envergonhados perante o comportamento dos seus filhos na escola!

Era o caso do meu que, perante o que tinha acontecido (falta à escola para ir jogar futebol para o chamado campo da bola local), de que lhe foi dado conhecimento na hora por uma aluno da turma a mando da professora, ia-me buscar ao local, puxava-me as orelhas (era usual na época os pais aplicarem puxões de orelhas aos filhos que se portassem mal) levava-me a casa sempre puxado pela orelha e, depois de chegar-mos, tirava o cinto e aplicava-me um castigo exemplar.

Deus lhe perdoe, mas era assim!

Quando um aluno tinha pouco aproveitamento na escola e não conseguia aprender ou era pouco aplicado, como castigo, eram-lhe colocadas umas orelhas de burro na cabeça e colocado á janela da sala de aula, para gozo e sarcasmo de todos e publicamente ser vexado.

Era uma barbaridade! Mas era a cultura da época e do sistema educativo nacional.

Esta geração que passou por isto, foi essa que construiu Portugal, que fez em grande parte o que é hoje o nosso país. Melhor ou pior, mas fez!

Não tinha computadores, nem máquinas de calcular, nem Internet, nem telemóvel e nem sabia o que era um hambuguer do Mac’Donalds. Contentava-se com um «pirolito» ou uma «larangina C», quando o rei fazia anos!

E sobreviveu! E aprendeu uma grande lição:

- É que nada de construtivo se pode fazer, sem disciplina, sem ordem, sem formação, sem instrução e sem esforço.
- E também que, se fomos avaliados e observado o nosso comportamento, os nossos interesse e performance melhoram.
- E que o sucesso pressupõe esforço, trabalho, dedicação, o sucesso conquista-se!

Por isso, uns são melhor sucedidos do que outros e é esta hierarquia de competências, de capacidades e de aptidões que torna as sociedades dinâmicas e gera a mobilidade social..

Hoje, meio século depois, não é assim! E ainda bem que não é!

Só que caímos no extremo oposto. Como sempre e em tudo, após as revoluções, há sempre a tendência, no processo de substituição de um estado social considerado ultrapassado, para outro, não encontrarmos um ponto de equilíbrio e, por ilícito aproveitamento de forças anarco-populistas, acabamos por cair mais tarde ou mais cedo, no extremo oposto.

Foi o que aconteceu em Portugal e nalguns países europeus e da chamada civilização ocidental.

O anarquismo é em si mesmo a utopia do irreal, o completo desfasamento da realidade e da ordem natural.. É a filosofia do aberrante, das experiências utópicas de uma sociedade que só existe no imaginário.

O resultado final deste processo é a destruição completa das sociedades e dos seus alicerces naturais. É exactamente o final desejado pelo anarquismo. Das cinzas resultantes, pensam eles, ressurgirá a nova sociedade, limpa de valores, de princípios, de regras sociais, vazia de tudo, onde cada um faz o que quer num teórico e imaginário universo de liberdade absoluta.

O anarquismos é em si mesmo, a completa negação da Lei Cósmica, da Lei Normal, dos Equilíbrios Naturais e da Ordem Universal Criada.

O anarquismo, no seu processo destruidor das sociedades, tem prioridades, começa pelo essencial.

E o essencial é o aparelho educativo das gerações vindouras. Por isso se instalou em força no Ministério da Educação.

Os seus diabólicos tentáculos, autênticas metástases cancerosas, têm um nome e chamam-se Comissários Políticos que, amordaçando e manietando completamente os professores, exigem a aplicação na prática da utopia.

Os alunos agradecem, a escola transformou-se num local de diversão para estes e de verdadeira agonia para aqueles que, para sobreviverem e garantirem o ordenado ao fim do mês, têm de passar diariamente por toda a espécies de provações e de vexames

A docência primária, secundária e até universitária passou a ser uma profissão de alto risco e terá tendência a ser cada vez menos procurada.

É esta a realidade 50 anos depois da palmatória e das orelhas de burro!

A nova utopia, só própria de internados em manicómio, chama-se Direito ao Sucesso, dos alunos claro!

Baseia-se esta teoria num conceito Anárquico de «Educação Avançada» sem acção coerciva, sem disciplina e constituindo os alicerces de uma utópica Coexistência Harmoniosa das Sociedades.
Estes princípios Anárquicos estão a ser hoje ensinados aos nossos filhos nas escolas por imposição dos ditos Comissários Políticos.

Esta anárquica metodologia de ensino baseia-se no princípio da concertação e negociação entre o professor e o aluno de tudo o que diga respeito à actividade escolar, eliminando portanto, qualquer hipótese de autoridade do professor sobre o aluno:

- Disciplina na sala de aula
- Avaliação
- Faltas
- Métodos de ensino e de aprendizagem

e, garantindo sempre o direito ao sucesso do aluno, tenha ou não aproveitamento, tenha ou não faltado às aulas, tenha ou não sido indisciplinado.

Ou seja, o sucesso escolar do aluno fica, à partida, garantido, não sendo necessário qualquer esforço, aplicação ou empenho da parte daquele para o conseguir!!!

Na prática acaba por ser realmente isto pois, mesmo nos poucos anos em que há provas de avaliação, estas são elaboradas e entregues aos alunos, igualmente segundo o princípio anarquista da «prova de contexto», que não avalia rigorosamente coisa nenhuma.

É legítimo perguntar qual vai ser o produto final deste processo educativo.

A resposta é óbvia: este produto vale zero!

Ou seja, quando acaba a escolaridade obrigatória (leia-se estar inscrito na escola durante um certo número de anos) este aluno finalista de estudos secundários é um completo ignorante que não sabe sequer metade da matéria que era dada antigamente na instrução primária, que pede a máquina de calcular para determinar o valor de 5:1, por exemplo, como se tem constatado em experiências realizadas nas escolas por órgãos independentes.

Mas, para além de não ter as faculdades mentais estimuladas (memória e inteligência principalmente) esta estranha criatura saída directamente das fábricas do anarquismo, está desprovida quase de vontade própria e de motivação, pois não foi ensinada:

- A assumir responsabilidades
- A fazer esforço seja para o que for
- A manter a auto disciplina
- A aprender regras sociais
- A estar integrada em organizações viáveis ( com entropia positiva )

A única coisa que saberá fazer é brincar, divertir-se, viciar-se em drogas, dedicar-se ao prazer das práticas modernas de sexo, à homossexualidade para variar e ingerir álcool em abundância.
De resto não saberá fazer mais nada!


É este ser estranho, mero número social a que foi reduzido, que nos irá substituir num futuro não muito distante e tomar conta de Portugal, mas ao mesmo tempo enfrentar grandes dificuldades de adaptação à realidade das organizações onde irá trabalhar, mundo completamente diferente daquele a que esteve habituado durante a adolescência e parte da juventude e para o qual não foi preparado, nem mental, nem habilitacional, nem culturalmente.

De forma nenhuma proponho o regresso à palmatória e às orelhas de burro, mas advogo o equilíbrio e a recusa absoluta dos extremos, porque como dizia Spínola, uma das poucas pessoas com bom senso da revolução de 1974, os extremismos só a extremos pode conduzir!

O que é censurável é a irresponsabilidade dos políticos que nos governam, que assobiando para o lado, deixam que isto esteja a acontecer, mas também do seu eleitorado que, completamente alheio e sem a mínima percepção desta realidade, deseja apenas que o seu subsídio não falte e que só o partido do poder pode assegurar.

E o voto aí está, sempre inexoravelmente nos mesmos pois, o que importa é garantir o subsídio e a vida regalada do encosto à bananeira.

O resto, que vá para o diabo...!