sábado, 4 de junho de 2011

O MEU CONTRIBUTO PARA O VOTO DO DIA 5/6

ESTE É O MEU CONTRIBUTO PARA A CAMPANHA ELEITORAL

A epopeia de um déspota e a estratégia dos media: ensaio sobre um país à
beira do caos!

por Paulo Carvalho

Sou um pacato, anónimo e honesto cidadão português e aquilo que me distinguirá da maioria dos meus compatriotas é o facto de escrever e partilhar a raiva que vai em mim, apesar de não ser fazedor de opinião, cronista, jornalista, famoso ou ter qualquer outro desses atributos que fazem com que apenas pessoas que não sentem a crise, sejam socialmente
autorizados a falar dela.


No dia em que os media derem tempo de antena a cidadãos honestos e trabalhadores que ganham 500 euros por mês, e deixe que estes condicionem opiniões, então aí sim a palavra Justiça começa a fazer sentido.

Não passo de alguém que quer apenas fazer chegar uma mensagem ao maior número de pessoas e, com isso, contribuir para que algumas mentes despertem da letargia. Se todos os portugueses (os que não se identificam com este Portugal, leia-se) fizerem um simples acto que demonstre a sua revolta, o país mudará, acreditem!
Este texto é a súmula de muitos textos que, de há uns anos a esta parte, me apeteceu escrever.


Quis a ironia do destino, ou melhor, quis o povo que Portugal tivesse ao leme dos seus destinos, há mais de cinco anos, um homem que, estou em crer, a História se encarregará de caracterizar melhor do que eu! José Sócrates Pinto de Sousa, que fez questão de adoptar o mais estranho dos seus nomes para sua chancela, quiçá procurando algum paralelo com o mais brilhante de todos os filósofos, mas esquecendo que o seu percurso tem tornado pecaminosa tal analogia, pois não haverá melhor exemplo de contradição.

Este homem foi eleito, como aliás acontece sempre em Portugal, não por qualquer mérito, mas por demérito de quem o antecedeu.

Em Portugal ninguém ganha eleições; em Portugal apenas se perdem eleições. Os parcos horizontes mentais do meio país que vota desde o 25 de Abril, e a competência revelada pelos políticos, impedem que alguém ganhe eleições e fazem com que apenas o PS e o PSD percam eleições. Em 2005, o sábio povo, mais uma vez para castigar quem não lhes agradou, podia ter feito mil coisas, entre elas colocar no poder gente nova, partidos novos, de esquerda, direita, do centro, votarem todos em branco, votarem todos nulo… enfim; mas não! Como é apanágio na «democratura» tuga, castiga-se o peixe, votando na carne e castiga-se a carne, votando no peixe.Pior que isso, e constatando que o peixe é podre e a carne é putrefacta há décadas, perpetuam esse enjoativo jogo, num frenético exercício masoquista.


Claro que as estas coisas são lentas no tempo, mas o tempo acaba por chegar e damos por nós, hoje em dia, de caras com a inquietante factura desse mórbido ritual de troca bipolar de poder, assente na legitimidade do voto da populaça!


Trinta anos de política palaciana, em que autênticos tsunamis financeiros inundavam atabalhoadamente o país, tornando a geração de pais e filhos dos últimos 30 anos numa generalizada máquina de consumo, cuja cegueira do aparente novo-riquismo, impediu que se implantassem as mais básicas regras de justiça social e, pior que tudo, que uma cultura desprovida de valores, de educação, de razão e, em última instância, de humanidade, alastrasse em Portugal.
A mais aberrante consequência disso, são fortunas colossais amealhadas no exercícios de cargos públicos, onde os, já de si, absurdos e ofensivos vencimentos são complementados pela corrupção generalizada.

Este estado de abastança geral, levou a que as pessoas entrassem numa espécie de anestesia social, sem que as evidências de um país pobre cheio de gente rica, as incomodasse, vivendo o «hoje» e deixando o «amanhã» aos políticos.


Esse «amanhã» chegou e os políticos são os mesmos. O que variou, para muito melhor, foi o seu património pessoal. O país continua pobre; cada vez mais pobre. As pessoas, para além de
continuarem pobres intelectualmente, são-no, agora e cada vez mais,
financeiramente. Conclusão: se considerarmos ricos, aqueles que auferem rendimentos mensais acima de 3000 euros, merecidos ou não, há entre estes, dois grupos que
condicionam a nação de forma brutal: os agentes ligados aos media (jornalistas, comentadores, apresentadores, etc) e os políticos. Os primeiros enquanto fazedores e moldadores de opinião e que, num país em que as mentes são franzinas, facilmente conseguem levar o rebanho ao prado
que desejam; os segundos, porque governam e legislam e, por conseguinte, também levam o mesmo rebanho a seu prado, nem que seja pela simples força da Lei.

Deste pantanal, surge um país em que, no ano 2011, o ordenado mínimo está abaixo dos 500 euros, mas uma apresentadora de televisão, que pouco mais faz do que guinchar desalmadamente, ganha 50 000 euros mensais; um doente espera 5 anos por uma cirurgia, mas um gestor público ganha mais de um milhão de euros num ano; uma empresa pública tem 700 milhões de passivo, mas muda a frota de automóveis topo de gama dos administradores de 3 em 3 anos; um cidadão é preso por consumir droga, mas os mega-processos envolvendo figuras
públicas arrastam-se por anos a fio e acabem em nada; o leite escolar paga 23% de IVA, mas os campos de golfe pagam 6%; o país está no limiar da bancarrota mas continua a falar-se no TGV e no aeroporto. Enfim, um rol de contradições que não existe termo no léxico português que caracterize o grau da sua aberração.

Isto é fruto de uma política em que o povo vota. Isto é fruto de políticos que, sabiamente, vivem à sombra da ignorância popular.


O epítoma dessa desgraça chama-se José Sócrates.

Um autocrata obstinado! Um sujeito que lidera um partido desnorteado com mão de ferro com um bando de lacaios submissos, cujo mais ocupado assessor é o de imagem; aplaudem-no, dizem ámen a tudo, mas no fundo gostariam de ter coragem para enfrentar o mentecapto. Mas não têm… Um homem nascido e vindo do interior esquecido e que chegou ao sucesso por uma das únicas duas vias que permitem tal ascensão: o talento ou a política. Obviamente que, neste caso, apenas a segunda hipótese prevaleceu.


Aliás, a política é para mim o mais obtuso, absurdo e contraditório conceito, pois se, por um lado, é aquilo que legal e constitucionalmente mais condiciona a vida das pessoas, por outro lado, é a maior imundície das pseudodemocracias; é um antro fétido de jogos de interesses instalados de clientelismos, regados por uma corrupção sórdida completamente impune.


Em 5 anos, Sócrates cometeu a proeza de decapitar por completo um país cuja cabeça acaba de ser entregue numa bandeja aos senhores da troika. A liderança política de José Sócrates esventrou toda a estrutura portuguesa, já de si débil, e atirou-nos para o limiar da bancarrota!
O Homem que muitos pensam inteligente e detentor de dom de palavra, mas que pouco mais faz do que servir de manequim de fatos caríssimos, ler telepontos e olhar-se ao espelho, dando asas ao seu narcisismo agudo!


Luis Campos e Cunha (antigo ministro de Sócrates) diz, sobre esta crise, que vivemos um filme de terror em que o Drácula culpa a sua vítima, aludindo numa brilhante metáfora, ao que Sócrates consegue hoje: encarnar um papel absolutamente surreal de conseguir culpar os outros por uma tragédia imputável a si próprio.

Mas eu pergunto sempre: o que é que consegue ser mais inacreditável? É um homem que, ciente que despojou um país de quase tudo, protagonizando um política suicida e liderando um Governo assassino e que se reapresenta de cara lavada a eleições como se nada lhe fosse imputável, ou será constatar que ainda é considerado um herói pelos seus acólitos, um brilhante estadista pelos «bate-palmas» que o rodeiam e, pior que tudo, segundo se consta, um
bom primeiro-ministro para mais de 30 % do zé povinho?


Acreditem que quando penso nisso, dá-me vontade de, qual Zeca Afonso, pegar na trouxa e zarpar deste torpe país, onde abundam mentes desta natureza. Acho impressionante como há pessoas que preferem a certeza do mal, à incerteza. O velho chavão de que «eles são ruins, mas os outros se calhar são piores» atesta que este país está cheio de gente cuja cabeça facilmente se trocavam pela de um asno, em claro prejuízo deste!


Eu não posso acreditar que vivo num país, em vias de extinção, onde a um mês das eleições já se sabe o seu resultado, como se fosse utópico o PQANML
(Partido Que Agora Não Me Lembro) ganhar com 100 % dos votos se toda a gente votasse nele! Não! Nem pensar nisso! O país está podre. As Instituições democráticas estão podres.
A justiça podre. A educação apodrecida…
Tudo é podridão, mas, de sorriso no rosto, o zé portuga, vota PS ou PSD, únicos partidos de poder desde o 25 de Abril. É aqui que os media se movimentam no seu jogo sujo de moldar as pobres mentes. É como os jornais desportivos que ocupam metade da edição a falar no Benfica para vender! Os media dão horas a fio de tempo de antena aos ditos grandes partidos para que
a populaça os assimile bem, nem que seja por exaustão. Os media gostam de Sócrates por dois motivos; porque adoram tragédias e porque não são alvos da sua política criminosa!


Também não aceito a treta do voto útil. Isso é um preconceito que os do costume agradecem, pois diz a matemática que ganha quem tem mais votos e se o PQANML tiver 50% mais um, é governo. Todos os votos são úteis, portanto, e são-no ainda mais se forem contra os cadáveres políticos vivos que estão agarrados à teta do poder como uma ostra à rocha e sabem que podem contar com a pobreza do povo, até daqueles que tratam mal a mãe dos políticos, mas atulham-se aos empurrões para tocar nos «Deuses» quando estes vêm à feira!

O país não é o que Sócrates diz.
O país é o que Sócrates quis!

Esta crise política mais não é do que a consequência da forma ardilosa (aliás ele de engenheiro tem apenas o engenho de ludibriar os papalvos) com que geriu os PECs. Sabendo desde logo do chumbo do PEC4 (agora imposto pelo FMI), apressou-se a demitir-se iludindo o povinho que a partir dali a culpa era da oposição, mas mais se apressou a chamar o FMI, esventrando a pouca
soberania que nos resta. É como dizer: «Venham cá limpar a porcaria que eu fiz mas por culpa da oposição». Só um dos maiores mentecaptos da História de Portugal, um criminoso, como lhe chama Medina Carreira, como Sócrates, de tal seria capaz.


E apresenta-se, porém, a votos, com aquele ar de quem nada deve mas a quem tudo de bom se deve! E as pessoas votam nele!


Hoje mesmo as sondagens dão o PS na frente. Se este PS ganhar estas eleições, Portugal ficará de luto e meio país desejará emigrar, nunca percebendo como é que um país se deixa prostrar aos pés de um déspota desta envergadura. Eu, por certo não emigrarei, mas acreditem que o nojo que, de há 20 anos para cá, vai aumentando por ostentar a triste chancela de ser português, alvez de transforme numa mudança de vida, para me sentir bem neste pobre país: deixarei de trabalhar e pagar impostos para que o Estado me sustente com o rendimento mínimo, alistar-me-ei numa claque de futebol, arrumarei, quem sabe, uns carritos, arrancarei metade dos dentes e colarei uns cartazes do PS, dizendo que José Sócrates é o meu pai! Aí sim, sentir-me-ei um orgulhoso português!


Conclusão: apetece-me vomitar quando penso em políticos neste país, mas o maior nojo que sinto é pertencer a uma sociedade que, eivada de uma pimbalhice generalizada, os perpetua e legitima no poder. Em suma, cada povo tem o que merece e nós merecemos estes políticos!


Apelo, pois, valendo isto o que vale, que no dia 5 de Junho nada seja justificação para não votar; que seja a maior afluência de sempre e que apenas uma coisa esteja nas vossas cabeças quando votarem seja em que partido for: será que eu quero que estes políticos continuem a comandar o
meu país e o dos meus filhos?

No fim de pensarem nisso durante uma hora, então coloquem a cruz.


Paulo Carvalho



VERBA VOLANT,SCRIPTA MANEN.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

VERMELHO, ROSA, LARANJA E AZUL: A PRIORIDADE É NACIONAL, NÃO É PARTIDÁRIA



Neste momento de grave emergência nacional, em que o país devia estar unido e determinado a entender-se quanto ao essencial e fundamental, que é salvar o país da falência declarada e encontrar uma solução consensual que possa não falhar e se possível melhorar o Plano FMI/UE, é deplorável, confrangedor e principalmente muito perigoso, o sectarismo e radicalismo partidários, de que estão a dar prova os Partidos concorrentes a estas eleições.

Encaram estas eleições como outras quaisquer, numa situação normal.

Aliás, parece que, desta vez ainda se estão a comportar pior.

Era o que eu já previa:




- Um rol de acusações recíprocas, de lavar de roupa suja, de mentiras e aldrabices descaradas, prometendo mundos e fundos, como se não tivessem de executar com todo o rigor, o PLANO FMI e igualmente deplorável, ocultando aos portugueses os terríveis tempos que se avizinham, quando começar a execução daquele Plano.

Ou seja, seguem a estratégia de marketing de sempre, para conquistar o poder:
- Ocultação da verdade, dizer apenas aquilo que os eleitores gostam de ouvir, coisas agradáveis e que não lhes causem grandes preocupações, em suma, enganando o eleitorado, como este sempre prefere.

A ciência do marketing é mesmo assim.

Os homens e mulheres do marketing político sabem bem o que os partidos têm de dizer ao nosso eleitorado, com um perfil típico perfeitamente identificado pela ciência do comportamento do eleitor.

O nosso eleitorado típico, não gosta de ouvir coisas desagradáveis e quem o fizer vai ser fortemente penalizado nos votos.

Por isso os Partidos, por um lado, ocultam a verdade desagradável e por outro, atacam-se reciprocamente com base, muitas vezes em coisas comezinhas e mentiras que se transformam em verdades.

E esta estratégia e esta mensagem passam, que nem uma luva, para o nosso eleitorado, pois é isto que ele mais gosta de ouvir: lavar de roupa suja, denúncias mesmo sem fundamento e ciente de que, quem mais souber atacar o adversário, melhor será para governar o país.

Uma boa parte do eleitorado português é nisto que se baseia para decidir o voto (quem ganhar a guerra das palavras, da eloquência falatória, é o maior e o melhor), para além de, muito obviamente, com base na sagrada cor partidária, o mais importante de tudo, no seu clube.

Até parece desconhecer o velho ditado, tão conhecido dos portugueses, que «a melhor defesa é o ataque», estratégia explorada até ao exaustão, pelo 1º ministro em gestão e o grande responsável e culpado pela tragédia que está a acontecer ao país.

E, melhor do que ninguém, com esta estratégia, lá vai convencendo o seu eleitorado a não o deixar cair e espante-se, o descarado despudor, de atirar as culpas e a responsabilidade pelo que está a acontecer, totalmente para os outros.

Excelente! O lobo transformou-se na «menina do capuchinho vermelho», como por magia milagrosa!

Mal sabe ele o que o espera se ganhar as eleições e conseguir formar governo com alguém que esteja disposto a colaborar com incompetentes.

Mas, se o conseguir, irá enfrentar uma autêntica revolta nas ruas, quando as medidas FMI começarem a vir cá para fora, quando se vir confrontado com a incapacidade e a impossibilidade de executar o Plano e a constatação de que os 78 mil milhões não vão chegar, pois haverá muitos gatos escondidos com o rabo de fora e no limite, a ser obrigado a declarar a falência do país, ou seja a fazer aquilo que ele sempre detestou e contestou: a reestruturação da dívida.

E aí será o caos! Os nossos rendimentos, todos eles, sofrerão perdas e cortes drásticos, o nosso património poderá ser parte penhorado pelos credores e iremos baixar o nosso nível de vida como nunca tal aconteceu.

O nosso protagonista, numa situação destas, terá de fugir e abandonar o poder, mas tendo arrastado consigo toda a população de um país para o abismo.

E, como todos fazem, dirá: «quem vier a seguir que feche a porta» e, já no exílio, ainda vai dizer que os grandes culpados foram os «outros»…!

Este cenário é apenas um dos possíveis.

Oxalá tenhamos a sorte de o evitar. Mas, com certo eleitorado inconsciente da gravidade da situação e tomando decisões baseadas em critérios subjectivos, nunca se sabe o que nos vai acontecer!


Pessoalmente não creio que este cenário aconteça. Mesmo tangencialmente iremos livrar-nos do ditador e uma solução de governo maioritária acabará por surgir, nem que a isso seja obrigado o Presidente da República.

Está nas nossas mãos evitá-lo, como nunca foi necessário! Por isso e dado que temos de passar por eleições e intervenção dos Partidos, defendo nestas circunstâncias, o VOTO ÚTIL.

DESPERDIÇAR E DISPERSAR VOTOS PODE SAIR MUITO CARO AO PAÍS!

A HORA É DE GRANDE UNIDADE NACIONAL E DE EXTREMA RESPONSABILIDADE!

E, é bom não esquecer, o velho ditado, tão necessário na situação em que nos encontramos:


«A UNIÃO FAZ A FORÇA», a divisão e o sectarismo, só nos vai enfraquecer!


Por isso, a hora é de UNIÃO, temos de supender temporariamente as nossas convicções ideológicas e acreditar que a grande prioridade, neste momento, é uma SOLUÇÃO NACIONAL!



segunda-feira, 16 de maio de 2011

EXCERTO DA ENTREVISTA DE CAMPOS E CUNHA AO «PÚBLICO»

Comentário de Campos e Cunha, o ex-Ministro das Finanças de José Sócrates, ao qual sucedeu Teixeira dos Santos, logo no início da 1ª legislatura em 2005



Campos e Cunha


"Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"

Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo".
O professor universitário escreve hoje no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".



Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3).



Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável.
No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar.



Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".



A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD:




"A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".



Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue.



Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco.
Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%.


Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".
"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro.



É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.
Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável.



Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

A NOVA UNIÃO NACIONAL COR DE ROSA

Para quem, como eu, viveu sob o regime de Salazar, também conhecido como «Estado Novo», sabe do que estou a falar.

Para quem não viveu sob esse regime, devo esclarecer que a União Nacional dos tempos de Salazar, era o único partido autorizado em Portugal e que apoiava incondicionalmente o regime e por isso, os seus membros, gozavam de privilégios que mais ninguém auferia.

Os cidadãos eram chamados a participar, periodicamente, numas eleições (verdadeira farsa), em que só este partido concorria, porque mais nenhum podia participar.

Basta esta simples constatação para se concluir que vivíamos numa ditadura.

Agora, em regime democrático (falsa democracia, em que apenas concorre às eleições, cerca de metade do eleitorado, a outra metade está-se pura e simplesmente nas tintas), uma nova União Nacional está praticamente consolidada, em moldes muito semelhantes, à antiga União Nacional de Salazar.

De facto, estranhamos e cada vez mais que, nesta falsa democracia, apenas um partido ganha quase sempre as eleições.

Os outros é como se não existissem!



Não é de estranhar!

Daí a semelhança com a União Nacional de Salazar.


Por isso, para além do actual regime ser parcialmente representativo da vontade dos cidadãos, da cor desse partido único e de a antiga União Nacional nunca ter arruinado o país, as semelhanças entre as duas Uniões são assustadoramente óbvias:

- Quem nela se inscrever e participar, beneficia de grandes privilégios na sociedade (boas colocações e excelentes ordenados, no Estado e sector público estatal, em todos os órgãos directa ou indirectamente dependentes do Estado e nalgumas grandes empresas do sector privado).

Se os tachos não chegarem para todos, inventam-se mais e põe-se a plebe a pagar a conta.
Como se vê, é muito simples como o sistema funciona!

- Veneração e idolatração do líder (o querido líder), tal como antigamente.

- A máquina propagandística que parece ter sido tirada a papel químico da antiga organização de Salazar.

- Perseguição e censura a quem diga mal da nova União Nacional Cor de Rosa

Basta a primeira das semelhanças para não ficamos surpreendidos com a subida nas sondagens do partido que sistematicamente e após cada ciclo governativo, arruína completamente o país.

E com um bocado de jeito até pode voltar a ganhar as próximas eleições! Tudo aponta para isso. Se não ganhar, ficará certamente muito perto.

Esta nova União Nacional não quer saber de desgraças!

O importante é que os seus tachos e privilégios dourados estejam assegurados pelo seu líder espiritual. O resto que vá para o diabo.

O seu eleitorado sabe que o problema financeiro está a caminho da solução, vem aí dinheiro fresco, muito dinheiro.

O partido rosa se calhar já nem precisa da muleta dos partidos da direita. Com tanto dinheiro o problema resolver-se-á por si próprio, e tudo continuará como dantes, até à próxima visita do FMI.

Por isso Sócrates ri-se.

Ri-se de termos chegado até aqui e da vitória, quase certa, nas próximas eleições. Está feliz e exuberante com o seu trabalho e com o serviço que prestou ao país, com a preciosa ajuda, naturalmente, da sua querida União Nacional.


Vê-se pela alegria que, nos últimos dias tem exibido publicamente.

O seu eleitorado fiel, incondicional, zeloso e orgulhoso pelo seu líder, está sempre com ele, nas horas boas e principalmente nas más, como esta. Está também muito contente e radiante.

Vai de férias tranquilamente para os locais mais exóticos e recônditos deste mundo. Três vezes por ano!


Esgota hotéis. Dinheiro é coisa que não falta.

E as sondagens sobem, sobem… reflectindo essa alegria e esse entusiasmo.

E a campanha ainda nem sequer começou!

O Primeiro-Ministro demissionário ri-se da população portuguesa que sofre as agruras do dia a dia, que já não sabe o que fazer à vida, que já está a passar fome e, se não fosse a generosidade de muitos de nós, da Igreja, dos restaurantes e de organizações não governamentais, imagino o que seria destas pessoas.

Já nada me surpreende neste país dos paradoxos, das extremas desigualdades sociais a que este regime conduziu.

Já nada me surpreende, nem o perfil tipicamente terceiro-mundista do nosso país, nem a caminhada, a continuarmos assim, para a nossa albanização e chegarmos à condição de país marginal e mais pobre da Europa, que neste momento praticamente já somos.

Mas, de muita gente rica!


Ainda hoje, as notícias da venda de iates de luxo, diziam que a procura está a crescer cada vez mais.

Os tais iates que custam a módica quantia de quase dois milhões de euros, os mais baratos
, como bem frisou a entrevistada na reportagem passada nos canais de televisão, com toda a pompa e circunstância, como é seu apanágio quando se trata de coisinhas deste género.

Carteiras bem recheadas é coisa que não falta no nosso país!
Com um endividamento público e privado já na casa dos 150 mil milhões de euros, não é de admirar!


País pobre, de pessoas ricas!

Até quando?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O SOCIALISMO DURA ATÉ SE ACABAR O DINHEIRO DOS OUTROS (Margaret Thatcher)

Quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia?
Depois das últimas eleições na Hungría e no Reino Unido
só ficaram 3 países:

Grécia, Portugal e Espanha

… que coincidência!

Como disse Margaret Thatcher

"o socialismo dura até se acabar o dinheiro dos outros".

Em Portugal, pelo que se está a ver, nem mesmo acabando o dinheiro dos outros, o socialismo acaba.

Até um dia, quando isto tudo rebentar de vez!