Da dívida,
da incapacidade económica para se desenvolver, do défice de educação, do défice
demográfico, da degradação social e da pobreza, da abstenção, da apatia, da
resignação, do desinteresse geral.
Portugal é
um país de braços cruzados, resignado, perante a força do opressor!
Seja a União
Europeia e a Integração, seja a Hidra da Globalização, sem forças para lidar
com elas. Luta desigual para a qual nunca esteve preparado.
A nível interno, depois de termos
sido vencidos e pelos vistos convencidos, pelas forças opressoras de um regime
oligárquico, incompetente, corrupto e oportunista, estamos cada vez mais
próximo das condições para a entrada de um novo e implacável vencedor: o totalitarismo de
esquerda, o «Abril Sempre»!
O totalitarismo de uma oligarquia
económica e financeira, que concentra a maior parte da riqueza do país,
coligada com o poder político, que controla, e com um Estado omnipotente e
omnipresente, já é muito semelhante ao totalitarismo da II República, em que a
concentração daqueles poderes foram impostos por uma Lei de Salazar, chamada do
«Condicionamento Industrial».
Hoje, o
nosso sistema é muito semelhante.
E o que é
curioso e perverso, é que políticos soaristas, ditos representantes do socialismo
democrático, governantes deste país, pactuaram com o totalitarismo da grande concentração
do poder económico.
Guterres foi
o campeão do licenciamento de grandes superfícies e centros comerciais,
prejudicando o pequeno e médio comércio da distribuição. Sócrates, a mesma
coisa em relação às Parcerias Público Privadas, favorecendo os grandes grupos
da construção civil e obras públicas.
Na circunstância,
são me surpreenderam as declarações recentes de Sócrates, um incompetente discípulo
soarista, em entrevista ao Diário de Notícias, de que «sempre pretendeu ser o
chefe da direita portuguesa…», certamente da direita concentradora e
exploradora, já que a outra quase nem espaço já tem para se afirmar.
Um socialismo de embuste, que
apenas triunfou, por via das políticas sociais eleitoralistas, sem sustentabilidade
financeira e de que hoje estamos a sofrer as consequências.
Com a
globalização e a integração na União Europeia, tudo se agravou, travando o país
uma luta desigual, que resultou com o domínio de uma grande parte das grandes
empresas portuguesas, agora concentradas nas mãos de investidores
internacionais, espoliando o país de uma grande parte do seu rendimento.
O totalitarismo mais
concentrador, em parceria com o Estado, detendo a
maior parte da riqueza do país, espoliando os cidadãos e as micro e pequenas
unidades económicas, reduzindo-os à condição de subsistência ou de pobreza
assumida, consciente ou inconscientemente e com a inoperância ou mesmo
conivência dos governos, está a abrir
caminho à crescente expansão da esquerda portuguesa mais radical e desta forma
à progressiva instalação do totalitarismo de esquerda.
E, quanto mais esquerda, mais
pobreza e miséria haverá.
E quanto mais miséria e pobreza houver,
mais esquerda haverá. É nesta espiral que me parece que o país já entrou,
ajudada pela indiferença e pela abstenção da maioria da população. Foi nesta
espiral que entraram muitos países da América do Sul e outros por esse mundo
fora. Os totalitarismos instalam-se assim, pelos efeitos nefastos e extremos do
outro totalitarismo de sinal contrário, que é o que existe actualmente em
Portugal».
Se continuarmos embrulhados nestas
espirais em que caímos, nem Grândola, nem Abril, nem Novembro, nem qualquer outra cidade ou mês do ano, nos
salvará…



